Aumento de despesas eleva décifit de Minas para 8,18 bi em 2018

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Orçamento para o próximo ano mostra que gastos com a máquina pública e despesas com pessoal continuarão a crescer na gestão de Pimentel 

A má gestão do governo de Fernando Pimentel está exaurindo os cofres públicos de Minas. O déficit do Estado não para de crescer e, ao final de 2018, a previsão é que chegue a R$ 8,18 bilhões. De acordo com o texto enviado à Assembleia Legislativa, o governo irá arrecadar R$ 92,4 bilhões enquanto os gastos subirão para R$ 100,6 bilhões. Ao invés buscar o reequilíbrio das contas, o que se vê é que a farra com o dinheiro público vai continuar.

Ao analisar os números da Lei de Diretrizes Orçamentária (LOA), fica claro que o governo está subestimando o déficit ao contabilizar uma arrecadação de R$4,4 bilhões com a venda dos imóveis do Estado. Caso os títulos dos fundos imobiliários não sejam vendidos, a dívida do governo ultrapassará R$12 bilhões no próximo ano. De acordo com o líder do bloco de oposição na Assembleia, deputado Gustavo Corrêa, é uma irresponsabilidade do Estado fazer conta com recursos de um fundo que sequer foi regularizados junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

“O governo enviou um orçamento onde está sendo otimista, dizendo que vai arrecadar R$ 4,4 bilhões com os fundos imobiliários. No entanto, ele deu o preço que quis aos imóveis que listou, sem perícia, sem nada, com valorização de mais de 500%. A gente não sabe como virá esse dinheiro, uma vez que o governo ainda nem encaminhou pedido à CVM para instituir os fundos”, explicou Corrêa.

Outro dado que não bate no orçamento é que, mesmo com um crescimento das receitas correntes de 11,35%, o déficit não será reduzido. Isso porque, para manter os custos da máquina e as regalias do PT em cargos públicos, as despesas do Estado terão uma alta de 8,95%. “Num momento de crise, continuar a aumentar os gastos com a máquina pública é de uma irresponsabilidade absurda. Realmente, agindo assim, essa conta jamais fechará e estaremos sempre no vermelho”, disse Corrêa.

A arrecadação de impostos e a despesa de pessoal também subirão no próximo ano. Na previsão do governo, o crescimento será de 10,88% com os tributos e com a folha de 5,21% em relação a 2017. Em contrapartida, os investimentos, que são as despesas “boas”, como construção de hospitais, escolas, estradas, irão cair 1,60%.

Para Gustavo Corrêa, Pimentel está indo na contramão da boa gestão. “O governo está afirmando que sua receita vai crescer por meio de aumento de impostos. E pior, mesmo sobrecarregando o contribuinte, o déficit não para de crescer. E sabe porque? Porque lá tem a companheirada do PT, fazendo a despesa com pessoal só crescer. O resultado disse a gente já sabe: o governo vai ultrapassar mais uma vez o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal e ficaremos mais um anos sem investimentos em hospitais, em segurança e educação. Pimentel precisa descer do palanque e começar a governar”.

Assessoria de Imprensa do Bloco Verdade e Coerência 

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