Caos no Ipsemg será discutido em audiência pública da Comissão de Saúde

Crédito: Guilherme Bergamini

A situação caótica do Ipsemg, gerada pela falta de repasses de recursos do governo de Fernando Pimentel, será discutida em audiência pública na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais na próxima quarta-feira (28/02), às 9 horas. Os parlamentares querem debater a suspensão do atendimento em hospitais e do Cartão Medicamentos, a fila de espera por uma cirurgia eletiva, a falta de insumos e as precárias condições de trabalho, problemas que afetam a saúde de milhares de servidores e de seus familiares.

Um dia antes, na terça-feira (27/02) às 10 horas, os membros da comissão vão visitar o Hospital Governador Israel Pinheiro, em Belo Horizonte, mais conhecido como Hospital do Ipsemg. Os parlamentares querem verificar in loco os impactos da falta de investimentos e recursos para custeio por parte do governo petista.

“A estrutura do Ipsemg ruiu. Estamos vendo um fim melancólico de uma administração da saúde em Minas Gerais que não teve condições de sequer manter o custeio, de manter convênios com hospitais e clínicas conveniadas por falta de pagamento. As consultas estão comprometidas, a fila por uma cirurgia eletiva não anda, os hospitais conveniados estão suspendendo o atendimento”, afirmou o presidente da Comissão de Saúde, deputado Carlos Pimenta.

Atualmente, segundo denúncias de representantes da Coordenação Intersindical, que reúne membros de sindicatos dos servidores de Minas, 7 mil pessoas aguardam na fila por uma cirurgia eletiva e só consegue quem aciona a Justiça e obtém um mandado de segurança. Em Belo Horizonte, os hospitais Luxemburgo e Vera Cruz já suspenderam o atendimento aos servidores públicos e seus familiares, por falta de repasses do governo petista. O mesmo está ocorrendo em unidades hospitalares de diversas cidades, entre elas, Montes Claros, Varginha e Extrema. Com o calote, laboratórios e clínicas conveniadas também estão se recusando a manter o atendimento.

A audiência e a visita ao Hospital do Ipsemg foram aprovadas nesta quarta-feira (21/02), a partir de requerimento dos deputados de oposição Carlos Pimenta, presidente da Comissão de Saúde, Dalmo Ribeiro, Ione Pinheiro, João Leite, Felipe Attiê, Gustavo Corrêa e Antônio Jorge. Os parlamentares pretendem ainda solicitar uma visita ao procurador-geral de Justiça, ao Conselho Estadual de Saúde e ao Tribunal de Contas (TCE) para solicitar o apoio e parceria na tentativa de se evitar a total destruição do Ipsemg.

Durante a comissão, o deputado Dalmo Ribeiro destacou que em meio ao caos, os 3,2% de assistência à saúde continuam sendo descontados nos contracheques dos servidores mês a mês, mas os recursos não são revertidos para garantir que o Instituto preste um atendimento de qualidade. “Faltam até insumos no hospital do Ipsemg, sabonetes nos banheiros e produtos de limpeza. Um caos. Enquanto isso, a contribuição é descontada, mas o dinheiro vai para o caixa único e não reverte em serviços de qualidade para o funcionalismo”, criticou.

Sobre o desconto, o deputado Carlos Pimenta foi enérgico na cobrança ao governo. “O servidor não está pedindo nenhum favor. Ele paga para ter um atendimento à saúde, paga 3,2% de seu salário todo mês. Estamos aqui defendendo o direito do funcionalismo público, já humilhado pelo parcelamento de salários, e de seus familiares. Na audiência pública que a Comissão de Saúde vai realizar queremos reunir representantes de sindicatos de servidores e dos hospitais para que possamos saber exatamente o que está acontecendo e quais providências estão sendo tomadas para recompor o atendimento”, afirmou.

Assessoria de Comunicação
Bloco Verdade e Coerência – ALMG

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