Choradeira de secretários adia 2ª reforma de Pimentel

Todo mundo entende que é preciso cortar e reduzir o tamanho do Estado até para dar resposta ao funcionalismo, que teve salários parcelados e atrasados (25% dos servidores); fornecedores que estão sem receber e à população em geral, que teve as expectativas adiadas e recebeu, em troca, aumento da carga tributária. Os secretários do governo também concordam, mas desde que seja na secretaria do outro: “na minha não”. Essa noção de espaço e poder tem provocado a choradeira que atrasa a conclusão da segunda reforma administrativa e de cortes entre os 35 mil cargos estaduais.

Nenhum dos 23 secretários quer abrir mão de seus superintendentes, de assessores e das autarquias ligadas à sua pasta. Não aceitam fusão ou extinção de pastas. Por isso, falta consenso, mas o governo precisa fazer algo, o chamado dever de casa para justificar a paralisia, a falta de obras e os atrasos nos pagamentos. Sem os cortes, o governador Fernando Pimentel (PT) ficará sem argumento político.

Os servidores da segurança pública protestaram no último dia 2, manifestando insatisfação. Nesta sexta, foram os professores que reclamaram do adiamento do reajuste de 11,36% do alardeado acordo histórico que selou, em junho passado, o pagamento do piso nacional da classe. Os fiscais, igualmente. Ainda assim, a reação tem sido pequena, refletindo o entendimento dos servidores sobre a difícil situação, ao contrário do secretariado. A previsão é de que até o dia 20 próximo a reforma chegue à Assembleia Legislativa, onde encontrará mais resistências e choradeira da base aliada.

Fonte: Hoje em Dia

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