Com “caravana”, mineiros poderão cobrar de Lula e Dilma promessas não cumpridas nos 13 anos de governos do PT

Além disso, moradores dos vales do Jequitinhonha e do Mucuri devem perguntar aos petistas porque retiraram benefícios da região

Os mineiros dos Vales dos Jequitinhonha e do Mucuri e também do Norte de Minas têm a oportunidade de cobrarem pessoalmente dos ex-presidentes petistas Lula e Dilma as inúmeras promessas não cumpridas durante os 13 anos dos governos do PT no país e, principalmente, porque retiraram benefícios dessas regiões, as mais carentes de Minas.

Com a proximidade das eleições, marcadas para o ano que vem, Lula e Dilma retornam ao estado e reciclam as velhas promessas. Agora, a campanha eleitoral veio trasvestida de “caravana” que está percorrendo as maiores cidades do Norte de Minas e dos vales, incluindo o do Rio Doce.

Vale relembrar os fatos que comprovam como o PT governou de costas para o estado e prejudicou, em particular, o Norte de Minas e os vales do Jequitinhonha e do Mucuri.

Em maio de 2011, a presidente Dilma Rousseff bloqueou a atração de importantes investimentos do setor automotivo para as regiões do estado. Os 168 municípios mineiros da área da Sudene ficaram impedidos de oferecer às empresas interessadas os mesmos benefícios fiscais que as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil proporcionam para a instalação de fábricas de veículos em seus territórios. Milhares de empregos de qualidade deixaram de ser criados.

A ação de Dilma contra os mineiros se deu com o veto a uma iniciativa do senador Aécio Neves (PSDB) – aprovada no Congresso Nacional – para estender aos municípios mineiros da área da Sudene os benefícios da Medida Provisória 512 editada pelo ex-presidente Lula, em novembro de 2010.

A MP alterava a política de incentivos federais para empresas da indústria automotiva que se instalassem nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O objetivo de Lula, pouco antes de deixar o cargo, era presentear sua terra natal, Pernambuco, com uma nova fábrica da Fiat, empresa italiana implantada em Betim desde os anos 70. O mimo de Lula para os pernambucanos tirou de Minas nada menos que R$ 3 bilhões de investimentos da Fiat.

Com sua iniciativa, o ex-presidente petista deu incentivos federais especiais, durante poucos dias, apenas para Pernambuco. De forma desleal, da noite para o dia, Minas ficou sem a fábrica da Fiat, que já havia sido negociada pelo então governador Aécio Neves com o presidente da montadora, na Itália. As vantagens oferecidas por Lula acabaram por levar a fábrica para sua terra natal.

De forma até hoje inexplicável, Dilma Rousseff completou o prejuízo aos mineiros no ano seguinte ao vetar, pessoalmente, a extensão dos benefícios da MP 512 aos municípios pobres de Minas.

Vale lembrar que o acréscimo dos benefícios aos municípios mineiros da área da Sudene foi aprovado no Congresso Nacional mesmo com os votos contrários dos parlamentares do PT.

Produtores de cana e etanol ficaram sem benefícios contra a seca

Dilma Rousseff também excluiu os municípios das regiões Norte de Minas, Jequitinhonha e Mucuri da ajuda dada aos produtores de cana e etanol atingidos pela seca na safra 2011/2012.

Em maio de 2013, foi editada a Medida Provisória 615, que concedia aos atingidos dos estados do Nordeste benefícios como pagamento de subvenção econômica, redução a zero da alíquota do PIS e Cofins e financiamento com juros subsidiados para renovação e implantação de canaviais.

Mais uma vez, o senador Aécio Neves apresentou emenda para estender os benefícios aos produtores dos 168 municípios que formam a área mineira da Sudene, que possuem condições climáticas semelhantes às do Nordeste do Brasil.

A ex-presidente Dilma, entretanto, orientou os líderes do governo na Câmara dos Deputados a não aceitar, durante a votação da MP, a inclusão dos municípios mineiros.

PT leva polo acrílico para a Bahia

Bem antes disso, o PT já havia tirado de Minas e levado para a Bahia o projeto do Polo Acrílico da Petrobras, um importante investimento industrial que a empresa tinha programado para instalar próximo à Refinaria Gabriel Passos (Regap), no município de Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

O polo iria gerar milhares de empregos em Minas e implantar a base tecnológica para atração de novas empresas, uma cadeia industrial que tem como produtos finais tintas, papel, cera, revestimentos e artigos higiênicos.

Em 2005, o governo de Minas e a Petrobras assinaram protocolo para instalação do polo acrílico, que deveria estar concluído em 2009. Fatores políticos sem qualquer dissimulação foram responsáveis pela mudança: além de governada pelo PT, a Bahia era a terra natal do ex-presidente da Petrobras, o petista José Sérgio Gabrielli, que pretendia disputar o governo baiano pelo partido em 2014. A Lava Jato destruiu esse sonho eleitoral.

Em agosto último, Gabrielli foi condenado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) a ressarcir a Petrobras pelos prejuízos causados à estatal.

Mas, infelizmente, o descaso com Minas dos ex-presidentes que governaram o Brasil por mais de 13 anos não param aí. Vale lembrar as promessas que nunca foram cumpridas, como a duplicação da BR 381, a ampliação do metrô de Belo Horizonte, a reforma do Anel Rodoviário da capital e as novas regras para os royalties do minério, só para citar alguns exemplos.

Fonte: PSDB – MG

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