Deputados cobram solução para manter funcionamento do Galba Ortopédico

carlos pimenta
Foto/Crédito: Clarissa Barçante - ALMG

Em visita ao local, parlamentares conversam com funcionários e pacientes sobre prejuízos com encerramento das atividades; assunto será debatido em audiência pública nesta quinta

A visita, nesta terça-feira (08/08), dos deputados da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) à Unidade Ortopédica do Hospital Galba Velloso reforçou o posicionamento dos parlamentares contra o fechamento do serviço, como quer o governo de Fernando Pimentel. Após conhecer de perto a situação do hospital e ouvir de funcionários e pacientes sobre os prejuízos que serão causados pelo fechamento, os deputados cobram do Estado uma solução que mantenha a unidade aberta à população.

O assunto segue em pauta na Assembleia e será tema de Audiência Pública das Comissões de Saúde e Administração Pública, na próxima quinta-feira (10/08), às 9h. Para o presidente da Comissão de Saúde, deputado Carlos Pimenta, é necessário discutir os problemas de gestão de toda a rede da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig).

“Na audiência vamos aprofundar a discussão e analisar toda a rede Fhemig. As informações que nos chegam mostram que a Rede Fhemig passa por situação muito complicada, todas as unidades, todos os hospitais. Queremos ouvir do estado o que está ocorrendo, o que vai ser feito em relação ao Galba Ortopédico e por mais qualidade na gestão da rede Fhemig” – destacou Carlos Pimenta.

A opção do governo do estado pelo fechamento do Galba Ortopédico piora ainda mais a situação de sucateamento enfrentada pela rede Fhemig. A unidade, que fica no bairro Gameleira, funciona há 17 anos como um braço ortopédico do Hospital de Pronto Socorro João XXIII e realiza em média 280 cirurgias e mil atendimentos por mês. Com o fechamento, estes atendimentos serão direcionados ao próprio João XXIII e para o Hospital Maria Amélia Lins. O próprio diretor da unidade, Sílvio Grandinetti, afirmou que o atendimento destes hospitais ficará sobrecarregado.

“Numa área já de escassez de recursos como a saúde, opta-se por fechar um hospital em vez de corrigir problemas que são superáveis, mesmo que isso vá aumentar a média de ocupação do Hospital João XXIII. O que vimos é superável com um baixo investimento, frente à importância do atendimento”, criticou o deputado Antônio Jorge (PPS), um dos autores do requerimento para a visita.

No ano passado, a Fhemig ganhou prazo de 12 meses para realizar melhorias e corrigir problemas apontados pela Vigilância Sanitária. O prazo venceu em janeiro deste ano, sem que os investimentos fossem realizados. Em acordo com o MP, a Fhemig ganhou mais seis meses mas não fez as intervenções necessárias.

Com informações do site da ALMG

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