Deputados querem transparência sobre investimentos feitos pela Copasa

Diante de cobranças absurdas e péssimos serviços prestados, requerimentos buscam esclarecimentos sobre o que realmente vem sendo feito pela companhia em relação ao tratamento de esgoto

A irresponsabilidade Copasa continua a ser tema nas atividades da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. A Comissão de Minas e Energia recebeu, nesta terça-feira (24/10), requerimento solicitando a realização de audiência pública para debater com a Arsae a situação do tratamento de esgoto feito pela Copasa em todo o estado. De autoria do deputado João Vitor Xavier, o requerimento foi acolhido por vários outros deputados e deverá ser votado na próxima reunião.

A Comissão aprovou também outro requerimento de autoria do deputado João Vitor Xavier que solicita que a Copasa repasse aos deputados informações em relação à Concessão de serviços de saneamento na cidade de Carmo do rio Claro, um dos municípios mais afetados pela falta de gestão da companhia. O texto pede detalhes de todos os contratos realizados nos últimos 5 anos referentes às mais diversas atividades como manutenções, reformas, ampliações e aquisições.

Presente durante a reunião desta terça, o deputado Dilzon Melo também participou da Audiência Pública realizada pela Comissão de Direito do Consumidor e do Contribuinte na tarde da última segunda-feira (23/10) que trouxe dezenas de prefeitos à ALMG para cobrar da Copasa a realização de investimentos e soluções para a crise de abastecimento vivida no estado.

Para Dilzon, após a audiência, mais requerimentos como os apresentados na Comissão de Minas e Energia precisam ser feitos. “A situação da Copasa é algo sem precedentes. O que vimos na audiência pública ontem prova o descaso e o desmando que vem acontecendo na Copasa e em todos os órgãos públicos sob gestão desse governo. A Copasa tem feito municípios de refém. Ela não está cumprindo seus objetivos, não está cumprindo contratos, não tem feito investimentos. Ela chega em um dia e no outro começa a cobrar até 92% de esgoto sem aplicar nem um centavo em melhorias. É preciso esclarecer o que tem sido feito e analisar o que vem sendo cobrado, senão vira um caso de polícia”, reforçou.

Assessoria do bloco Verdade e Coerência 

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