Destruição do patrimônio público de Minas

A criação de fundos imobiliários é mais uma prova da ganância do governo do PT de Minas para manter regalias. Depois de confiscar o dinheiro dos depósitos judiciais para pagar despesas do Estado e prejudicar milhares de famílias, a gestão petista agora quer dilapidar o patrimônio dos mineiros. Para ludibriar a população, inventou a manobra dos fundos para esconder que pretende vender todos os imóveis que o Estado possui em Minas.

A “engenhosidade” citada pelo governador Fernando Pimentel e seu secretário da Fazendo em entrevista nada mais é que uma pedalada para empurrar o pagamento do bilionário rombo que o PT criou nas contas públicas de Minas. Com a manobra, Pimentel pretende, na verdade, hipotecar todos os imóveis. Quer conseguir dinheiro rápido para tentar ter chances de reeleição no próximo ano. Pouco lhe importa se a conta será paga por toda a população.

Nessa manobra, ao hipotecar os imóveis atualmente ocupados, incluindo a Cidade Administrativa, e vender os demais, o governo petista vai ampliar ainda mais o custo da máquina administrativa, que é pago pelos cidadãos.

Pimentel abrirá mão do patrimônio dos mineiros para assumir uma despesa fixa, obrigatória e alta de aluguel por prazo indeterminado, sem saber como pagará, agravando ainda mais o rombo criado por seu desgoverno. Afinal, atualmente nem os salários dos servidores estaduais são pagos em dia. A gestão petista também não consegue pagar os aluguéis de imóveis que possui em todo o Estado.

Em 2016, o governo empenhou R$ 83,3 milhões para pagamento de aluguéis em todo o estado, mas pagou efetivamente apenas R$ 71,10 milhões. Portanto, fechou o ano com uma dívida de R$ 12,23 milhões em aluguéis, o equivalente a 14,68% do total empenhado. Mesmo assim, quer ampliar essa conta, abrindo mão de imóveis que pertencem ao Estado.

Usando apenas o exemplo da Cidade Administrativa, o aluguel do espaço para funcionamento das secretarias e órgãos custaria aos cofres públicos R$ 16 milhões mensais (ou R$ 192 milhões anuais), de acordo com cálculos de especialista em mercado imobiliário. Desta forma, a economia obtida pela Cidade Administrativa ao longo de cinco anos, de R$ 730 milhões, seria perdida em menos de 4 anos.

Pimentel quer vender o que não é dele. Quem em sã consciência vende um imóvel para pagar aluguel e, ao mesmo tempo, mantém regalias e gastos desnecessários? É como se um cidadão se enrolasse em dívidas e abrisse mão de sua casa própria, já quitada, migrasse para o aluguel, aumentando suas despesas mensais, e mantivesse luxos que poderiam ser facilmente cortados.

Esse é um governo que a cada dia inventa falsas soluções, demonstrando absoluta incapacidade para enfrentar as demandas de um Estado. A primeira “solução” foi o aumento de impostos sobre 180 produtos e serviços (incluindo energia elétrica, material escolar e medicamentos). Depois veio o confisco de depósitos judiciais, que está prejudicando centenas de famílias de todo o Estado. Mais recentemente, a gestão petista fez uma “reforma administrativa” que não trouxe nenhuma economia para os cofres estaduais.

Ao invés de falsos milagres e de uma gestão temerária e duvidosa, Pimentel deveria reduzir custos, acabar com desperdícios, cortar cargos e seus supersalários. Mas tem feito o oposto. Apenas em janeiro de 2017, mesmo após ter atingido o limite máximo de despesa de pessoal da Lei de Responsabilidade Fiscal, foram feitas 1.867 nomeações para cargos de confiança. Além de apadrinhar “companheiros”, mantém supersalários para seus secretários, que chegam a R$ 60 mil mensais (bem acima do limite constitucional), e luxos desnecessários, como viagens pessoais usando o helicóptero do governo e bebidas importadas para abastecer o seu Palácio.

Bloco de oposição Verdade e Coerência

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