Estado concede cargos e gratificações enquanto déficit passa dos R$9,7 bilhões

A edição do último sábado do Diário Oficial do Estado – “Minas Gerais” trouxe a nomeação de mais de 200 cargos comissionados e gratificações a servidores públicos de diversas secretarias, sendo a maioria deles da Secretaria de Estado de Fazenda (SEF). Segundo uma fonte do governo explicou ao Aparte, com o recrutamento restrito, “estes servidores da Fazenda, que já possuem os maiores salários do Executivo, irão incrementar, em média, mais de R$ 10 mil em suas remunerações, em uma época em que o Estado não pode pagar nem a folha já existente e outras categorias não recebem sequer os reajustes da inflação”.

Déficit passou dos R$ 9,7 bilhões

Na edição de ontem do “Minas Gerais”, portanto, um dia útil após fazer as nomeações, o governo publicou o relatório de gestão fiscal, mostrando que as despesas com o pessoal estão em 49,99%, acima, portanto, do limite máximo da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Esse limite proíbe novas contratações. Outro dado alarmante: o déficit no fechamento do exercício de 2017 atingiu R$ 9,76 bilhões, bem superior à expectativa do governo, que era de R$ 8 bilhões. O governo, no entanto, informou que as alterações nos cargos visam adequar a estrutura do Estado à reforma administrativa, implementada em 2016, “otimizando a máquina pública e eliminando sobreposições de funções. As adequações não geram aumento de gastos”, informou o Estado.

Fonte: Aparte – O Tempo

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