Estado descumpre promessa e não repassa 25% dos recursos para o Hospital do Barreiro

Em 27 de setembro, um dia após uma reunião no Palácio da Liberdade, o prefeito Alexandre Kalil (PHS) disse nas redes sociais: “Acertei com o governador do Estado a abertura do Hospital do Barreiro: 100% em dezembro”. Em seguida, o governador Fernando Pimentel (PT) respondeu no Twitter: “Apesar da crise orçamentária do Estado, conseguimos atender essa demanda importante para a região metropolitana de Belo Horizonte”. Dois meses depois, a promessa de Pimentel não foi cumprida, segundo informou ao Aparte o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado.

Sem os recursos do governo de Minas e com abertura marcada para 12 de dezembro – aniversário da capital –, o secretário assegurou que a prefeitura bancará a parte do Estado para colocar em funcionamento 100% da capacidade do Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro, popularmente conhecido como Hospital do Barreiro. Cabe ao governo de Minas o repasse mensal de R$ 5 milhões, ou 25% do total de recursos necessários para manter o pleno funcionamento do hospital. “Nenhum repasse foi feito pelo Estado e nenhum prazo foi dado. O prefeito está resolvendo com o governador, mas, independentemente disso, a prefeitura vai cobrir tudo”, disse o secretário.

O custo mensal do Hospital do Barreiro em sua capacidade plena será de R$ 21,8 milhões. Os recursos são divididos da seguinte forma: 25% da Prefeitura de Belo Horizonte, 25% do governo de Minas e 50% da União. “Os repasses do governo federal estão sendo feitos regularmente”, disse Jackson Machado. Hoje, a unidade hospitalar funciona com 190 leitos, sendo 80 para clínica médica, 30 para CTI, 40 para procedimentos cirúrgicos, 15 para AVC, dez para unidade de decisão clínica e 15 para o chamado leito do hospital.

A partir de dezembro, os números serão outros: 460 leitos em funcionamento, sendo 220 de clínica médica, cem para cirurgias, 80 de CTI, 35 de AVC, dez de decisão clínica e 15 de hospital dia, além de 16 salas de cirurgia.

Procurada, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou, por meio de nota, que reconhece a importância da instituição na rede hospitalar do Estado e já vem em tratativas com o município de Belo Horizonte, visando estabelecer uma proposta de cofinanciamento. “Dessa forma, estamos nos empenhando no sentindo de encontrar a melhor forma jurídica e administrativa para participar do custeio do hospital”, diz o texto. Apesar do calote, Alexandre Kalil insiste na parceria e voltou a se reunir com Pimentel, dessa vez com participação de deputados mineiros, para sugerir a destinação de emendas para obras da capital. “O que o Kalil pedir eu apoiarei e vamos colaborar”, disse o governador Fernando Pimentel. (Angélica Diniz)

Fonte: Aparte – O Tempo

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