Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos expõe grave situação em Minas

Federassantas entra com uma ação civil contra o governo do estado por não repassar o mínimo de 12%. A entidade pede o bloqueio dos recursos repassados ao estado pelo governo federal. Entrevista com a presidente Kátia Rocha

Apresentadores: E a Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas expõe a grave situação da área da saúde e das instituições do estado. E reforça a necessidade de pagamento imediato pelo governo dos valores referentes aos serviços já prestados.

Repórter
Sob a alegação de que o estado de MG não cumpre o repasse mínimo previsto na Constituição para a saúde, de 12%, a Federassantas ajuíza ação civil pública contra o governo de Minas. A entidade reúne Santas Casas e hospitais filantrópicos de todo o estado e alega que o governo tem feito manobras contábeis onde constam os investimentos, mas o dinheiro, ao final do ano, acaba não sendo executado e é apontado nos balanços fiscais como restos a pagar. Segundo a Federassantas, estes restos já somam R$ 3,77 bilhões. Kátia Rocha, presidente da Federassantas, dá mais detalhes da ação. Entrevista com Kátia Rocha criticando muito o governo de Minas, afirmando que a situação piorou muito a partir de 2016. “Ele (o governo mineiro) transformou os restos a pagar em uma espécie de orçamento paralelo”, afirmou. A entidade quer que o repasse da União para o estado sejam bloqueados e que os recursos sejam destinados ao Fundo Estadual de Saúde até que o estado comprove que regularizou a situação.

Repórter
Por meio de nota, A Secretaria de Estado da Saúde afirma que cumpre o mínimo constitucional de investimentos na saúde. Segundo a nota, em 2015 foram gastos 12,30% do orçamento em saúde, o que representa R$ 4,69 bilhões. Ainda conforme a secretaria, o percentual no ano passado foi de 12,37%, que representa R$ 5,19 bilhões.

Fonte: rádio Itatiaia

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