Governo do PT em Minas vai aumentar gasto com salários do governador e secretários

Enquanto o país inteiro está cortando gastos, o governo do PT em Minas começou gastando mais. Mal assumiu o cargo, o líder do governo Fernando Pimentel na Assembleia Legislativa, deputado Durval Ângelo (PT), já anunciou que será apresentada uma proposta que aumenta o salário do governador e dos secretários. Já os servidores do Estado vão ficar sem aumento porque o PT e o PMDB se negaram a votar, no final de 2014, o reajuste de 4,6% dos servidores públicos do Estado, que corresponde à recomposição da inflação.

Para justificar o aumento do salário da cúpula do governo, Durval Ângelo alegou que tal ato daria fim “à hipocrisia de secretários” que “completavam o salário” com remuneração de Conselhos de empresas públicas. O que ele não falou é que, quando era ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, em 2012, Fernando Pimentel recebia também pelos cargos de presidente do Conselho de Administração do BNDES (R$ 6 mil) e de membro do BNDESPar (R$ 5,3 mil). (leia matéria aqui)

Se valendo da mesma “hipocrisia” criticada pelo deputado Durval Ângelo, o então ministro Pimentel tinha um salário estimado em R$ 38,1 mil por mês. “O líder de governo do PT se esqueceu que Fernando Pimentel foi um dos ministros da presidente Dilma que mais se beneficiou por fazer parte dos conselhos do BNDES e do BNDESPar”, observou o deputado João Leite (PSDB).

“Além disso, o PT mente novamente dizendo que o aumento dos salários dos secretários não terá impacto nas finanças do estado, porque vai substituir a remuneração dos Conselhos. Isso significa que, a partir de agora, quem fizer parte dos Conselhos não será mais remunerado?”, indagou o deputado.

Aumento de secretarias

A reforma administrativa que o PT quer fazer vai aumentar de 17 para 21 secretarias de Estado. O aumento foi justificado com a extinção de outras estruturas. “Quais? Não ficou claro”, disse João Leite. Como exemplo, ele citou que o Escritório de Prioridades, previsto na lei que o criou para acabar em março de 2015, não foi extinto e se transformou em Escritório de Projetos. A estrutura funcional é a mesma, com a alteração de salário somente do responsável, de R$ 10 mil para R$ 8.500.

O Escritório de Brasília apenas perdeu status de secretaria, mas manteve a mesma estrutura e número de servidores. A alteração foi a do salário do responsável pelo Escritório, também de R$ 10 mil para R$ 8.500.

A mudança, ou retrocesso, foi na Ouvidoria Geral do Estado, que perde a autonomia financeira, técnica e administrativa. Referência no país e no exterior pelo ouvidor ter mandato e ficar imune às pressões políticas, agora, o governo do PT vai retirar sua autonomia. A “secretaria do cidadão”, como ficou conhecida, ficará subordinada à nova secretaria de Direitos Humanos. “Uma verdadeira incoerência de um governo que usa como marketing o lema ouvir para governar”, afirma João Leite.

Aumento de custos

A proposta que aumenta os custos da máquina pública já foi comunicada na tarde desta terça-feira (06/01) à Assembleia, recebendo duras críticas dos deputados de oposição ao governo petista.

Para o deputado Lafayette Andrada (PSDB), o exemplo tem que vir de cima. “Hipocrisia é dar aumento para alguns poucos privilegiados amigos do rei e esquecer toda a campanha feita de valorização dos servidores no período eleitoral. Hipocrisia é o PT, na Assembleia, impedir que nem mesmo a recomposição da inflação dos salários dos servidores fosse votada no ano passado”.

Além de barrar a projeto do ex-governador Alberto Pinto Coelho de reajuste da folha do funcionalismo, o PT também se negou a votar projetos importantes, como o Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) e o Orçamento do Estado.

“O PT disseminou um terror aos servidores com mentiras sobre falta de dinheiro em caixa e agora vem com bravatas como essa, de que vão gastar menos, mesmo aumentando o número de secretarias e os salários do primeiro escalão. É enganação pura”, disse João Leite.

Para o deputado, é lamentável ver um governo que foi eleito e ainda não assumiu. “Um governo que ainda está no palanque, fazendo propaganda, fazendo promessas. O que a gente espera, para o bem de Minas Gerais, é que o PT e o PMDB desçam do palanque e comecem a trabalhar, trazer propostas”, concluiu.

Fonte: Blog PSDB Minas

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