Líder da oposição em Minas refuta “tese” de golpe em abertura de processo de impeachment da presidente Dilma

Crédito: Ricardo Barbosa/ALMG

Para parlamentar, processo representa a vontade da maioria dos brasileiros

O deputado estadual Gustavo Corrêa, líder do bloco de oposição Verdade e Coerência na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, destacou nesta quinta-feira (3/12) que a presidente Dilma Rousseff, do PT, está sendo e será penalizada pelas pedaladas fiscais, crime já reconhecido pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Para o deputado, ao acatar o pedido de impeachment na quarta-feira (2/12), o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, “finalmente atendeu ao pedido da maioria dos brasileiros”.

Na tribuna do Plenário, nesta quinta-feira, Corrêa refutou a tese defendida pelos petistas de que a abertura do processo de impeachment é golpe e lembrou que essa é a segunda vez na história que o Congresso Nacional deverá apreciar um pedido de impeachment.

“O que me causa maior estranheza é que aqueles que pediram, no passado, o impechment de Collor, porque o presidente não honrava com o cargo para o qual havia sido eleito por voto popular, são os que hoje afirmam em alto e bom tom que se trata de uma tentativa de golpe da oposição. Mas se esquecem que a fundamentação básica do pedido de impeachment são as chamadas pedaladas fiscais e o processo será baseado em um parecer de um ex-petista”, afirmou referindo-se ao jurista Hélio Bicudo.

O pedido de abertura do processo de impeachment, entregue ao presidente da Câmara pelos partidos de oposição em outubro passado, foi elaborado por Hélio Bicudo e pelo ex-ministro da Justiça, Miguel Reale Júnior e está amparado na Constituição Federal. Para ele, todos os prazos regimentais devem ser observados e as investigações devem ser feitas sob a luz da Constituição.

Corrêa destacou ainda que tem convicção de que o processo será conduzido de acordo com a legislação, observando os prazos regimentais e o direito de defesa, e que os brasileiros descobriram que foram iludidos na campanha eleitoral de 2014.

“Perseguição política? Não. Os brasileiros acordaram. Viram que foram iludidos durante a campanha eleitoral. Nos debates, a presidente Dilma mostrava o Brasil em um conto de fadas, um país que crescia, um país que desenvolvia, um país que gerava emprego. E agora os brasileiros viram que foram iludidos, que a presidente da República mentiu e fez de tudo para continuar no poder. Todos os dias temos uma notícia de desvio de recurso público neste governo”, completou.

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