Mantidos em uma caixa preta, voos fretados de Pimentel já torraram mais de R$ 3,5 milhões

O governador Fernando Pimentel, réu pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro investigados na operação Acrônimo, já gastou mais de R$ 3,5 milhões com fretamento de voos junto à Líder Táxi Aéreo. Quanto mais torra os recursos públicos com esse serviço, mais o governo se esforça para esconder o motivo das viagens realizadas, quem viajou e para qual destino. Para não cumprir a última liminar concedida pelo juiz Mauro Pena Rocha, da 4ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de Belo Horizonte, no segundo mandado de segurança impetrado pelo deputado Sargento Rodrigues, o governo recorreu mais uma vez ao Judiciário. A caixa-preta, por enquanto, permanecerá fechada.

Em 2017, até novembro, Pimentel já gastou R$ 1,7 milhão com fretamento de jato, 60,4% a mais que o R$ 1,074 milhão torrados em todo o ano passado e 1137% a mais do que o gasto no último ano do governo anterior. A escala da gastança com voos fretados começou em 2015, primeiro ano do mandato do governador petista, quando foram gastos R$ 850 mil, 514% a mais que os R$ 131 mil utilizados com esse serviço em 2014, na gestão anterior, segundo dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi).

“O que o governador, réu na Acrônimo, tem tanto a esconder da população de Minas Gerais? Por que ele não quer falar? Na primeira ação, a justificativa é que não se fala para onde o governador foi, com quem e o objetivo da viagem por motivo de segurança. Um pretexto muito frágil, uma vez que os voos já foram realizados. Mesmo assim, fizemos um segundo pedido. Desta vez, excluindo as informações específicas do governador e nem assim o governo quer dar transparência aos dados”, critica o deputado Sargento Rodrigues.

O parlamentar questiona ainda o gasto desenfreado com fretamento e outras regalias em um momento de crise financeira, quando o governo deveria ter outras prioridades. “Pimentel torra o dinheiro com fretamento, enquanto parcela e atrasa o pagamento dos servidores e dá calote nas prefeituras, retendo recursos para a saúde, transporte escolar e até a cota-parte do ICMS que pertence aos municípios”, afirma.

O mandado de segurança, cuja liminar foi suspensa pelo Judiciário, é o segundo impetrado pelo parlamentar e o objetivo é obrigar o governo petista a informar a data de realização do voo, o trajeto, a listagem de passageiros (exceto Pimentel) e o motivo das viagens de 2015 até agora. Em relação ao primeiro mandado, ajuizado em 2016, o juiz Michel Curi e Silva, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Minas determinou, em outubro deste ano que o governo apresente a relação dos voos realizados pelo governador em aviões fretados naquele ano. A decisão, em primeira instância, também está suspensa.

Indignado com o empenho do governador para esconder os dados, Sargento Rodrigues ressalta que dar publicidade às informações é um dever do governo e um direito do cidadão, assegurado pela Constituição Federal (artigo 37) e pela Lei 12.527, de 2011, conhecida como Lei de Acesso à Informação.

Fonte: Assessoria de Imprensa do deputado Sargento Rodrigues

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