Minas Gerais relegada pelo governo federal

Editorial do Hoje em Dia denuncia o abandono do governo federal com Minas Gerais. Confira:

A presidente Dilma Rousseff anunciou ontem, com toda pompa e circunstância, o novo pacote de concessões para a infraestrutura do país. Alguns analistas chamaram essa iniciativa de “tábua de salvação” do governo para tentar reverter o clima negativo que tomou conta das forças produtivas da nação.

Um dos maiores equívocos da presidente em seu primeiro mandato foi a criação do Programa de Investimento em Logística (PIL), em 2012, que também visava revitalizar a infraestrutura. O volume de recursos chegava a R$ 133 bilhões, para serem aplicados na reforma e construção de rodovias federais e ferrovias. Muito pouco do prometido se materializou nos prazos previstos, e a economia só piorou desde então.

Entretanto, no momento atual do Brasil, não há como não torcer para que dê certo, já que o país precisa urgentemente retomar o caminho do crescimento. Mas o grande nó poderá ser a desconfiança dos empresários, com os quais o governo está contando nesse novo plano. Especialistas ouvidos pelo Hoje em Dia apontam que a atratividade dos investimentos terá que ser convincente para a captação de parceiros.

Um fato salta aos olhos nesse plano. Do total a ser investido, de R$ 198,4 bilhões, apenas R$ 2,5 bilhões serão destinados a Minas. Isso representa ínfimo 1,26%. Não se pode esquecer que o Estado tem a maior malha rodoviária do país. E mais outra suprema frustração: quando se pensava que o metrô de BH seria incluído entre as obras, não será, novamente, desta vez que o transporte sobre trilhos avançará na capital.

Não deixa de ser surpreendente que no único Estado do Sudeste que é governado pelo partido que está no poder, e no qual nasceu a presidente, haja essa desfeita. Obras aguardadas há anos, como a revitalização do Anel Rodoviário e a construção do Rodoanel, continuarão esperando a boa vontade de Brasília.

A importância de Minas Gerais vem sendo relegada pelas autoridades federais. Com suas indústrias de agropecuária e de mineração, o Estado precisa da infraestrutura para escoamento da produção. Minas não pode continuar nessa posição de ostracismo.

Fonte: Jornal Hoje em Dia

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