Mineiros pagam mais caro pelo álcool e gasolina desde o primeiro dia de 2018

O ano novo chegou com um peso extra no orçamento dos mineiros, especialmente para aqueles que precisam abastecer seus veículos nos postos de combustível do estado. Entrou em vigor, já no dia 1º de janeiro, o aumento do ICMS do álcool e da gasolina, sancionado pelo governador Fernando Pimentel em julho deste ano. O combustível, que já sofreu vários reajustes nos últimos meses, ficou ainda mais caro devido à alta do imposto estadual. A alíquota da gasolina subiu de 29% para 31%, já a do álcool passou de 14% para 16%. Na bomba, o impacto no preço final pago pelos motoristas deve ser de 2%, segundo levantamentos realizados em junho, quando a lei foi aprovada.

Este reajuste foi mais uma das inúmeras rasteiras que Pimentel passou nos mineiros ao longo de 2017. Para ampliar a arrecadação de impostos sem criar desgaste com a população e a opinião pública, o governo incluiu o aumento dos combustíveis em uma emenda ao projeto que tratava da renegociação de dívidas tributárias com o estado. Enviado à Assembleia Legislativa no final de maio deste ano, a proposta passou na surdina e, em apenas dois dias de tramitação, foi aprovada pela base governista sob protestos e votos contrários dos deputados de oposição.

“Infelizmente começamos um novo ano com mais esse arrocho tributário. É inadmissível ver como o senhor Fernando Pimentel sufoca o contribuinte com aumento de imposto e, mesmo assim, não paga quem deve. Em três anos de gestão, não realizou um só investimento. Pelo contrário, atrasou salários, confiscou o dinheiro do ICMS das prefeituras, não repassou os recursos da saúde e também deu o cano no dinheiro do transporte escolar. Esse é o governo mais caloteiro da história de Minas Gerais”, criticou o líder do bloco Verdade e Coerência, deputado Gustavo Corrêa.

IPVA

O governador Fernando Pimentel também elevou em 25% a alíquota do IPVA incidente em veículos de cabine dupla ou estendida. A partir de 2018, o percentual utilizado para calcular o imposto passará de 3% para 4% sobre o valor do veículo.

O líder da oposição lembra que, ironicamente, os reajustes foram aprovados no Dia da Liberdade de Impostos. “No dia 1º de junho, enquanto centenas de comerciantes protestavam contra a alta carga tributária brasileira, a base na Assembleia, muito bem ensaiada pelo governador, estava dando mais essa facada no bolso do trabalhador”. Corrêa explica que o aumento do álcool e da gasolina não impacta apenas os proprietários de veículos, mas toda uma cadeia produtiva que depende do serviço de transporte para levar suas mercadorias até as gôndolas de lojas e supermercados. “E quem paga o preço dessa conta é sempre o consumidor lá na ponta”, diz.

Assessoria de Comunicação
Bloco Verdade e Coerência – ALMG

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