Ministério dos Transportes proíbe volta de voos de grande porte à Pampulha

deputadoGustavoValadaresConfins
Crédito-Foto: Guilherme Bergamini/ ALMG

Portaria afirma que a mudança poderia causar queda de qualidade e de competitividade e consequente aumento de preços para o consumidor

O Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (12/05) portaria que encerra a polêmica em torno dos aeroportos de Belo Horizonte. O texto define o uso do Aeroporto Carlos Drummond de Andrade, mais conhecido como aeroporto da Pampulha, para voos regionais, executivos e serviços de taxi aéreo. Contrário à volta dos voos de grande porte para a Pampulha, o deputado Gustavo Valadares (PSDB) comemora a decisão e diz que agora as atenções devem estar voltadas à redução do tempo de deslocamento de Belo Horizonte ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte-Confins.

Valadares foi autor do requerimento que levou parlamentares à visita técnica nos aeroportos na última terça-feira (09/05) e já manifestou, em diversas oportunidades, ser contrário à intenção da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, da Infraero e do governo do Estado de retomar os voos interestaduais no Aeroporto da Pampulha.

O texto da portaria do Ministério dos Transportes leva em consideração fatores apontados pelo parlamentar como determinantes para a manutenção de voos de grande porte apenas no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte-Confins. O texto publicado no DOU considera que a mudança traria riscos de redução de opções de destinos conectados à Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), diminuição da competitividade entre empresas aéreas, degradação da qualidade no serviço prestado e consequente aumento dos preços das passagens.

“A ideia de voltar com voos de grande porte para a Pampulha é um retrocesso. O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte-Confins é hoje um dos maiores e mais modernos do país e isso traz melhores condições e custos para que os mineiros se liguem ao mundo e o mundo chegue a Minas. É preciso agora a ajuda de todos, inclusive dos que queriam a volta de grande voos à Pampulha, para pensarmos juntos em como reduzir o deslocamento a Confins. Temos que avançar”, reforçou Gustavo Valadares.

Desde 2005, o Aeroporto Internacional vem recebendo investimentos que o tornaram âncora para o desenvolvimento de Confins, Lagoa Santa e de todo o vetor norte da capital. Cerca de R$ 900 milhões foram investidos na ampliação e modernização de infraestrutura do terminal, o único internacional de Minas Gerais, que atende em média 22 milhões de passageiros por ano.

Deixe uma resposta