Nota à imprensa

O bloco de oposição na Assembleia Legislativa de Minas Gerais lamenta que, por total irresponsabilidade do PT, a Cemig tenha perdido as usinas hidrelétricas de Jaguara, São Simão, Miranda e Volta Grande no leilão realizado nesta quarta-feira (27/9), sem sequer ter apresentado proposta para mantê-las como patrimônio dos mineiros. A perda das usinas decorre de uma sucessão de erros da gestão petista, iniciada pela ex-presidente Dilma Rousseff em 2012, com a edição da malfadada MP 579, que provocou a falência do setor elétrico no país.

Desde o início, os deputados do bloco Verdade e Coerência foram contra a MP. Já as lideranças petistas em Minas preferiram defender sua correligionária. Apoiaram uma falsa redução nas tarifas que não perdurou e se mostrou uma balela. Em pouco tempo, já reeleita, Dilma promoveu o maior tarifaço que já se viu, elevando as tarifas de energia em quase 50%, um verdadeiro estelionato eleitoral.

Esse uso eleitoreiro do governo Dilma foi admitido, inclusive, pelo próprio governo de Fernando Pimentel. Em recurso apresentado recentemente ao Superior Tribunal Federal (STF), a Advocacia-Geral do Estado (AGE) de Minas acusou literalmente a ex-presidente. “Utilizou-se a máscara de reorganizar o sistema elétrico brasileiro, mas seu intuito, na realidade, era simplesmente eleitoreiro. Diminuiu o custo da energia elétrica, no primeiro momento (pré-eleitoral), e posteriormente se mostrou impróprio e ineficaz, tendo a energia aumentado o seu valor bem superior ao que havia reduzido”, diz trecho do recurso.

Em 2012, quando a MP foi editada, os gestores da Cemig à época optaram por não aderir a proposta para essas usinas por terem segurança jurídica para a renovação automática dos contratos por mais 20 anos. Foi graças a essa decisão que a empresa conseguiu alcançar uma alta de 43% em seus lucros no trimestre seguinte à edição da MP.

Nos últimos meses, já sob o risco cada vez mais próximo de perder as usinas, constatamos, estarrecidos, que a Cemig perdeu toda sua credibilidade junto ao mercado. A concessionária, que já ostentou o título de maior empresa do país, foi esfacelada no governo de Fernando Pimentel e usada, a exaustão, para apadrinhar e engordar salários de companheiros do PT. Em consequência disso, seus resultados caíram drasticamente a partir de 2015, assim como perdeu a confiança do mercado e a capacidade de alavancar recursos para manter suas usinas.

Bloco Verdade e Coerência

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *