Nota à Imprensa

Causou perplexidade a cara de pau do presidente da Codemig, Marco Antonio Castello Branco, em acusar a oposição na Assembleia Legislativa de Minas Gerais de impedir a recuperação das finanças do governo de Minas. O Executivo vem tentando, a todo custo, colocar a mão em mais e mais recursos públicos e, infelizmente, a finalidade não é colocar as contas do Estado em dia. Confiscou quase R$ 5 bilhões dos depósitos judiciais, economiza milhões com o não pagamento da dívida com a União e, mesmo assim, nunca se esforçou para colocar o pagamento dos servidores em dia ou quitar o calote com prefeituras e fornecedores.

O que menos interessa ao governo neste momento é a saúde financeira do Estado. O desespero para desmembrar a Codemig em duas empresas para acelerar a venda do nióbio têm uma clara finalidade: levantar recursos rapidamente, em ano eleitoral, para tentar reduzir o desgaste de sua gestão.

Ao contrário do que afirmou o presidente da Codemig, nós da oposição defendemos sim o fim do escalonamento dos servidores, o piso nacional para os professores e o fim do calote nas prefeituras. O que não permitiremos é que, para bancar a gastança de seu governo, Pimentel se desfaça, sem qualquer critério, do patrimônio dos mineiros.

A leviandade não é da oposição, mas do governo Pimentel. Ao invés de tentar criar uma cortina de fumaça, o presidente da Codemig deveria vir a público explicar os reais interesses em vender até 49% das ações na extração de nióbio e a criação da Codemge sem aprovação legal de 3/5 dos deputados da Assembleia, em total afronta à Constituição Mineira.

Bloco de Oposição Verdade e Coerência

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