Nota à imprensa

Com enorme atraso e leniência, o governador Fernando Pimentel decidiu reunir sua equipe para analisar a grave crise que afeta duramente a vida de todos os milhões de mineiros. Sem apresentar ação efetiva que de fato garanta a volta da normalidade à vida da população e dos serviços prestados pelo Estado, o governador Fernando Pimentel desmascarou sua própria incapacidade e omissão. Limitou-se, praticamente, a responsabilizar o governo federal e não assume sua responsabilidade pelo arrocho tributário em Minas.

Desafiamos o governador a apresentar uma única ação que de fato demonstre um esforço do Executivo no enfrentamento dos graves problemas que atingem a população,em especial os mais pobres e mais dependentes dos serviços públicos. Se estivesse preocupado com os mineiros e com a crise que afeta o Estado, Pimentel deveria anunciar a redução do ICMS para a gasolina e para o álcool. Deveria reduzir o imposto estadual, no mínimo, aos índices praticados até o ano passado. É bom lembrar que há um ano, a base governista na Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou, em tempo recorde, projeto do governador petista que aumentou o ICMS sobre o álcool e a gasolina. O imposto estadual subiu de 29% para 31% para a gasolina e de 14% para 16% para o álcool, gerando um impacto de cerca de 2% na bomba, arrocho que entrou em vigor no dia 1º de janeiro deste ano.

Não demorou nem 30 dias e os mineiros foram mais uma vez apunhalados por Pimentel. Ainda em janeiro, o Executivo alterou o valor de referência do ICMS cobrado sobre o produto, elevando ainda mais o preço dos combustíveis, alta que entrou em vigor em 1º de fevereiro último.

Com os aumentos promovidos por Pimentel no imposto estadual, infelizmente, o preço da gasolina em Minas é o mais caro da região Sudeste e o segundo mais caro do país, segundo pesquisa do Conselho Nacional da Fazenda (abril/2018).

Lamentável.

Bloco de oposição Verdade e Coerência

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