Nota de repúdio ao escalonamento dos salários

Os deputados do bloco de oposição Verdade e Coerência, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, repudiam a decisão do governo Fernando Pimentel, do PT, de manter o escalonamento e parcelamento dos salários dos servidores por mais três meses (folhas de abril, maio e junho), conforme escala anunciada nessa terça-feira (29/3) pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag).

Para os deputados, a divulgação de calendários trimestrais não passa de uma estratégia para ludibriar os servidores, dando a falsa esperança de que a volta do fantasma do escalonamento é pontual, quando na verdade nada tem sido feito por esse governo para reverter a situação.

Nos três meses em que os servidores conviveram com o atraso dos seus salários, o governo Pimentel sequer enviou à Assembleia a prometida reforma administrativa para cortar custos da máquina pública e ainda mantém os supersalários de membros do alto escalão, turbinados por jetons (remuneração pela participação em conselhos) e acima do teto constitucional.

A incapacidade do PT de creditar os salários até o quinto dia útil demonstra a irresponsabilidade e a falta de compromisso com o funcionalismo estadual. O governo Pimentel não planeja as contas públicas e não permite que os servidores também o façam.

De acordo com o anunciado, quem recebe salário superior a R$ 3.000 continuará recebendo em duas vezes. Para quem ganha acima de R$ 6.000, o salário será pago em três parcelas.

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