O sabor de Minas

Quem não conhece a boa fama da culinária mineira? Já é da nossa tradição. Um dedo de prosa, a broa de fubá, o pão de queijo, o cafezinho, o feijão tropeiro, o leitão à pururuca, o tutu mineiro, o frango com quiabo, uma mesa farta. Nossa qualidade gastronômica ultrapassa nossas montanhas. Cheiro e sabor de Minas.

A culinária faz parte de nossa história e cultura. Dos bandeirantes que cruzavam nossa Gerais surgiu o feijão tropeiro. Das religiosas nos conventos, os mais saborosos e diversos doces. Colonizadores portugueses ou imigrantes italianos, cada povo foi agregando novos temperos e costumes.

Sabores que se misturam, delícias que se são lembradas em festas e eventos, como o Festival Gastronomia e Cultura de Tiradentes, que inicia sua nova edição na próxima semana.

Durante os últimos anos, quando estivemos à frente do governo de Minas, visualizamos nessa nossa grande riqueza, a gastronomia, uma oportunidade de negócios. Afinal, nossas cidades já têm a boa comida como desta-que. Tanto a capital, quanto o interior.

Além de Tiradentes, o Festival da Boa mesa em Caxambu, da quitanda em Congonhas, do biscoito em São Tiago, do milho em Patos de Minas, do frango em Pará de Minas, do Ora-pro-nóbis em Sabará, o Botecar e a Comida di Buteco de Belo Horizonte… Os doces de Araxá e Paracatu, o queijo do Serro, a cachaça de Salinas, os vinhos de Andradas, o rocambole de Lagoa Dourada, a carne de sol e o arroz com pequi do Norte de Minas… tantas e tantas outras festas e delícias.

Profissionalização

Esse destaque já era percebido em grande parte do país. Fizemos uma pesquisa em 2011. “Quando se fala em Minas Gerais qual primeira ideia vem à sua cabeça?” A resposta já está na ponta da língua: “gastronomia”.

Então por que não aproveitar dessa nossa fama para garantir a maior profissionalização da atividade em nosso Estado e atrair mais turistas?

A secretaria de Turismo passou então a realizar ações para potencializar ainda mais nossa gastronomia. Naturalmente, não seria o poder público o realizador das atividades relacionadas ao tema. Mas poderíamos fomentar, fazer parcerias e, principalmente, ajudar a divulgar essa grande riqueza.

Assim, pela primeira vez no Oscar da gastronomia mundial, o Madrid Fusión, na Espanha, um Estado foi convidado para ser o destaque. Minas apresentou, assim, seu talento para o mundo gastronômico.

A partir daí, inspirados em exemplos internacionais de sucesso, como o Chile e o Peru, por meio de uma união frutífera e importante com as entidades empresariais e chefs de cozinha, buscamos prestigiar nossa culinária e gastronomia. Todos ganharam com isso. Foi um esforço inicial, uma política pública inovadora que, mais do que tão somente valorizar nossa história, cultura e tradição, visava gerar ainda mais negócios e riquezas por meio do turismo. Algo que pode e precisa, independente de governos, crescer e frutificar cada vez mais. Vantagem para o nosso Estado e para a boa mesa.

Por Antonio Anastasia – Artigo publicado no jornal Hoje em Dia em 17/08/2015

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