Linha do Tempo
Outubro/2014

Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, mais conhecido como Bené, é preso em aeroporto de Brasília, no dia 7 de outubro de 2014, com R$ 116 mil em dinheiro vivo. Bené é amigo íntimo de Fernando Pimentel e proprietário da gráfica que prestou serviços à campanha do governador petista.

Bené mantinha negócios com o governo federal e ficou conhecido por bancar despesas eleitorais da campanha de Dilma Rousseff, em 2010, da qual Pimentel era coordenador.

Maio/2015

A Polícia Federal dá início à Operação Acrônimo para apurar um suposto esquema de lavagem de dinheiro para campanhas eleitorais. Nesta primeira fase a PF apreende documentos no apartamento da esposa de Pimentel, Carolina de Oliveira.

Carolina é suspeita de participar do esquema, tendo recebido, por meio de sua empresa Oli Comunicação, pagamentos milionários que teriam sido transferidos para a campanha do governador em 2014. Ela é suspeita também de ser sócia oculta da agência Pepper, ligada ao PT.

Junho/2015

Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão em escritório no bairro Serra, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, que foi usado como comitê de campanha de Pimentel. Essa fase da operação foi deflagrada no dia 25 de junho.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) autoriza, no mesmo dia (25/6), abertura de inquérito, solicitada pela Polícia Federal, para apurar o envolvimento de Pimentel e de sua mulher Carolina de Oliveira nas denúncias investigadas pela Acrônimo.

Outubro/2015

A PF cumpre mandado de busca e apreensão na casa do presidente da Cemig Mauro Borges, homem de confiança de Fernando Pimentel. Borges assumiu o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior entre fevereiro e dezembro de 2014, após Pimentel deixar a pasta para concorrer na eleição para governador de Minas. No mesmo dia (1º/10)Borges presta depoimento à PF na condição de investigado.

Documentos apreendidos em endereços do presidente da Cemig Mauro Borges e do empresário Benedito Oliveira, o Bené, apontam para a suspeita de tráfico de influência no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e pagamento de propina pelo grupo Caoa a Bené.

Inquérito do Superior Tribunal de Justiça (STJ) revela que Pimentel teria se reunido com Mauro Borges para negociar concessão de benefícios à Caoa e que Bené teria atuado como lobista da montadora para viabilizar a manutenção de isenções fiscais concedidas pelo Programa Inovar-Auto, da pasta em que Pimentel era o chefe.

Março/2016

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) autoriza, no dia 9 de março, o indiciamento do governador Fernando Pimentel, do PT. No entanto, a Polícia Federal aguarda o governador prestar depoimento, agendado para 8 de abril de 2016, para somente após indiciá-lo.

Delação premiada de Danielle Fonteles, dona da Pepper, revela que pagamentos de empreiteiras à sua agência, por serviços prestados em campanhas do PT, foram feitos por orientação do governador Fernando Pimentel.

Abril/2016

Fernando Pimentel não comparece ao depoimento marcado pela Polícia Federal, agendado para o dia 8 de abril.

Fernando Pimentel é indiciado, no dia 11 de abril, pelos crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e falsidade ideológica eleitoral, por supostas fraudes em sua prestação de contas em 2014.

Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Herman Benjamin decreta, no dia 15 de abril, prisão preventiva do empresário Benedito de Oliveira, o Bené, acusado de ser o operador do esquema.

Fernando Pimentel nomeia Carolina de Oliveira como secretária de Trabalho e Desenvolvimento Social, na tentativa de dar foro privilegiado à esposa em possíveis processos contra ela na Operação Acrônimo. A nomeação foi publicada no jornal Minas Gerais no dia 28 de abril.

Oposição na Assembleia Legislativa de Minas Gerais aciona a Justiça contra a nomeação.

Maio/2016

Ministério Público Federal denuncia Fernando Pimentel, no dia 5 de maio, pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Benedito de Oliveira, o Bené, também é denunciado;

Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) dá parecer favorável a ação da oposição e suspende a nomeação da primeira-dama Carolina de Oliveira para o cargo de secretária de Estado.

Após decisão do TJMG, Carolina de Oliveira é exonerada do cargo. A exoneração foi publicada no dia 17 de maio.
Superior Tribunal de Justiça (STJ) homologa delação premiada de Benedito Oliveira, o Bené, na qual o empresário revela esquema de corrupção envolvendo propina a Fernando Pimentel com valores que chegariam R$ 20 milhões.

Junho/2016

Ministério Público inclui delação de Benedito de Oliveira e amplia denúncia contra Fernando Pimentel, do PT.

Agosto/2016

Polícia Federal cumpre mandado de condução coercitiva do secretário-geral da Governadoria do Estado de Minas Gerais, Eduardo Serrano, em mais uma fase da Acrônimo, no dia 16 de agosto.

Na 6ª fase da Operação Acrônimo, a polícia passa a apurar a suspeita de que Benedito de Oliveira, o Bené, e Fernando Pimentel intermediaram empréstimo do BNDES para a JHSF, que teria pago caixa dois de campanha de Pimentel em 2014, simulando um contrato com o Instituto de Pesquisas Vox Populi.

Setembro/2016

Fernando Pimentel, do PT, é indiciado pela segunda vez pela Polícia Federal pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em esquema de liberação de financiamentos do BNDES a empreiteiras. O indiciamento ocorreu no dia 15 de setembro.

PF cumpre mandado de condução coercitiva, no dia 23 de setembro, do secretário de Estado de Casa Civil e de Relações Institucionais de Minas, Marco Antônio Rezende Teixeira, e Paulo Moura Ramos, atual presidente da Prodemge. Em delação, Bené revelou repasses ilegais da construtora OAS à campanha de Pimentel por meio de empresa da qual os dois são sócios.

Outubro/2016

Em julgamento à ação impetrada pela defesa do governador, por 8 votos a 6, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decide que ação penal contra Pimentel dependerá de autorização da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. A decisão ocorreu no dia 5 de outubro.

Mesmo sendo indiciado duas vezes por práticas de crimes comuns, como corrupção passiva e lavagem de dinheiro, com a manobra jurídica dos advogados de defesa, Fernando Pimentel, quer se esconder atrás do cargo de governador para paralisar o processo e dificultar seu julgamento pela Justiça.

Em 21/10 a PF deflagra a 10ª fase da operação. Por ordem do ministro Herman Benjamin, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. A PF esteve no Sindicato das Empresas de Transporte de Belo Horizonte (Setrabh), Camter Construções e Empreendimentos, Egesa Engenharia S/A e ECB empresa Construtora do Brasil. Esta nova etapa teve como base as informações da delação premiada de Danielle Fontenelle, da agência Pepper, que prestava serviços ao PT.