PM deve substituir 11 companhias por bases móveis; confira a lista

Reportagem teve acesso a lista que circula entre associações de bairro e identifica cias

A substituição das companhias da Polícia Militar (PM) que compõem os batalhões por bases móveis de segurança deverá ocorrer em 11 unidades de Belo Horizonte. Informações extraoficiais recebidas pela reportagem identificaram as companhias que podem ser fechadas, conforme o novo projeto de patrulhamento da PM, plano divulgado em primeira mão no mês passado por O TEMPO.

A lista foi repassada por associações de bairros, que teriam recebido os nomes das cias da própria PM. A reportagem já tinha mostrado que a 9ª e a 21ª do 34º Batalhão estavam entre as que terão as atividades encerradas.

A PM, porém, não confirma as unidades. “O comando de policiamento da capital está tratando com cada comunidade, nem eu tenho acesso a isso, é uma questão estratégica que eles estão definindo, não tenho autorização para passar qualquer informação”, afirmou nesse sábado (1) o major Flávio Santiago, chefe da Sala de Imprensa da corporação.

A capital tem 24 companhias, além de unidades do Tático Móvel e de Trânsito. O alcance de atuação delas vai além do bairro que dá nome à unidade. A 11ª companhia que poderá ser fechada não foi identificada na lista.

Mudança. Em vez do prédio que serve de apoio para militares, haverá bases de segurança – semelhantes a vans usadas atualmente como bases móveis de patrulhamento. Para especialistas em segurança, a mudança é um retrocesso e acontece apenas para economizar dinheiro.

Confira as Companhias que devem fechar:
1º Batalhao
3ª Cia, no bairro Funcionários
5ª Cia, no Santo Agostinho
5º Batalhão
10ª Cia, no Palmeiras
13º Batalhão
16ª Cia, no Planalto
16º Batalhão
20º Cia, no Santa Tereza
22ª Cia, no São Paulo
22º Batalhão
124º Cia, no São Pedro
127º Cia, no Mangabeiras
34º Batalhão
9ª Cia, no Padre Eustáquio
21ª Cia, Pedro II
41º Batalhão
11º Cia, Teixeira Dias

Comunidade quer debater com a polícia

As comunidades esperam que o comando da polícia abra um diálogo para explicar o projeto que prevê o fechamento de companhias da PM na capital. “O que se questiona é o fim das companhias, não a vinda das bases móveis. Não queremos ser cobaias dessa experiência”, destacou Fernando Santana, do Movimento de Associações de Moradores (MAM).

Vanessa Freitas, moradora do Padre Eustáquio – bairro atendido pela 9ª Cia, está preocupada: “E se essas bases não vingarem? Como será voltar atrás?”. A PM afirma que o plano não tem relação com gastos, e que o objetivo é colocar mais policiais nas ruas.

Fonte: O Tempo

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