PM prepara fechamento de companhias no Padre Eustáquio e Carlos Prates

Duas companhias da Polícia Militar – a 9ª, no Padre Eustáquio, e a 21ª, no Carlos Prates, ambas na região Noroeste de Belo Horizonte – devem ser substituídas por bases móveis em breve. Na terça-feira (7), uma comissão especial de vereadores visitou os dois locais para discutir a estratégia da PM. Eles acreditam que as bases devem atuar como complementos das companhias.
O tenente Cléverton Francisco, da 21ª Companhia, diz que as bases reduziram a criminalidade e que a substituição será positiva. “A retirada da companhia vai ser benéfica porque a gente tem um número grande de militares que ficam por conta de tomar conta de instalação física”, afirmou. Ele disse ainda que uma estrutura está sendo montada no 34° Batalhão para abrigar a companhia.

O comandante major Helvécio Braga, da 9ª Companhia, diz que os resultados positivos já aparecem com o uso das bases. No acumulado do ano, há houve redução de 10% na criminalidade. “A estatística é de janeiro a outubro de 2017, mas as bases foram com certeza reforços nessa redução. Temos conseguido fazer frente às demandas da sociedade e verificamos uma redução significativa de ocorrências nesses últimos dois meses”, afirmou.

Desde o fim de agosto, 86 bases estão funcionando em fase de testes em Belo Horizonte. Elas ficam abertas das 14h até as 23h30.O presidente da comissão de vereadores que têm discutido o fechamento das companhias, Irlan Melo (PR), afirma que problema maior do fechamento está na sensação de insegurança que a população pode vir a ter sem as companhias.

“Nós estamos muito preocupados porque a questão da sensação de segurança é muito importante para as comunidades. Nós não somos contra as bases móveis, nós somos contra o fechamento das companhias, mas cada caso é um caso e nós vamos continuar avaliando”, afirmou o parlamentar.

Fonte: O Tempo 

Deixe uma resposta