Professores da UEMG e Unimontes pedem apoio da oposição para cobrar promessas descumpridas por Pimentel

Representantes dos professores e alunos da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) se reuniram, nesta terça-feira (27/02), com deputados do bloco de oposição, pedindo apoio na mobilização para o cumprimento do acordo feito pelo governo de Fernando Pimentel com a categoria e homologado na Justiça em 2016. Os professores reivindicam a recomposição salarial e reestruturação da carreira dos docentes em ensino superior prometidas por Pimentel, mas que até hoje não saíram do papel.

“Não podemos aceitar o que este governo está fazendo com educação em Minas, em especial com as nossas universidades estaduais. Carreira estagnada, remunerações defasadas e vários professores abandonando seus cargos no Estado em busca de valorização nas instituições de ensino privada. Perde o professor, perde o aluno e perde o Estado em qualidade de ensino”, explicou o deputado Gil Pereira.

Não é a primeira vez que a carreira dos docentes do ensino superior do Estado entra na pauta de trabalho da oposição neste ano. Os parlamentares colocaram as reivindicações dos professores como uma das prioridades para o fim do processo de obstrução iniciado no dia 6 de fevereiro, assim como o calote do governo petista nas prefeituras.

Além do deputado Gil Pereira, participaram da reunião o líder do bloco de oposição, Gustavo Corrêa, o líder da minoria, Gustavo Valadares, os deputados Dalmo Ribeiro e Dilzon Melo.

Evasão

Segundo o vice-presidente da Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes), Gilmar dos Santos, a ausência de um plano de carreira e os baixos salários têm impactado diretamente no índice de evasão dos docentes, que está em cerca de 40%. No encontro com os deputados, Santos apresentou um documento com o pedido de criação de uma Frente Parlamentar em defesa da Unimontes e da UEMG. “Vamos cobrar o acordo feito em 2016. A situação hoje dos professores de ensino superior é a pior entre a de todos os professores do Estado”, afirmou.

De acordo com Roberto Kanitz, da UEMG, na atual carreira, um professor com doutorado que ingressou na vaga de especialista no último concurso tem um vencimento básico de R$ 800, menos que o salário mínimo, e algumas unidades estão sem energia elétrica e sem internet. Ele ressaltou ainda a importância das duas universidades estaduais para Minas. “A UEMG recebe 70% de estudantes de escolas públicas. Não fossem a UEMG ou a Unimontes, eles não estudariam. É muito importante que a sociedade mineira entenda isso e a gente possa fazer a defesa destas duas universidades”, afirmou.

Os professores da Unimontes estão em greve desde janeiro último e já há indicativo de paralisação na UEMG.

Acordo para inglês ver

Em 2016, o governo fechou um acordo com o sindicato que representa as duas universidades para encerrar a greve da Unimontes naquele ano. A categoria cumpriu a palavra dada e encerrou a greve. Já o governo petista virou as costas para os professores universitários e descumpriu integralmente todos os 13 itens acordados. Pimentel não fez sequer o pagamento imediato dos quinquênios e biênios em atraso e nem manteve a mesa de discussão permanente do ensino superior. De acordo com os representantes da Unimontes e UEMG, os aprovados no concurso público de 2014 não foram nomeados conforme prometido. Também não houve nenhum movimento por parte do governo para adequar o cargo à titulação comprovada pelo professor.

Assessoria de Comunicação
Bloco Verdade e Coerência – ALMG

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