Representante do governo Pimentel confirma caos na saúde

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Crédito/Foto: Guilherme Bergamini - ALMG

Em reunião na ALMG, subsecretária da pasta afirma que todos os programas da Secretaria de Estado de Saúde estão atrasados e que a dívida total se aproxima de R$ 4 bi.

Todos os programas da Secretaria de Saúde de Minas Gerais estão com repasses atrasados, o que compromete obras, entrega de medicamento e pagamento de fornecedores e outras ações. O caos na saúde no governo de Fernando Pimentel foi confirmado pela subsecretária de Inovação e Logística em Saúde Adriana Araújo Ramos na audiência pública realizada, na manhã desta quarta-feira (13/09) pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Adriana destacou que a secretaria não tem governabilidade sobre a liberação financeira e fica dependente de repasses da Secretaria de Estado de Fazenda. A dívida total da saúde em Minas já chega a aproximadamente de R$ 4 bilhões.

“A Secretaria de Estado de Saúde está atrasada com todos os seus programas, sem exceção. O que vem comprometendo sim as obras, o que vem comprometendo a entrega de medicamentos, o que vem comprometendo os procedimentos, o que vem comprometendo o custeio dos programas hospitalares, a exemplo do Pro-Hosp, o que vem comprometendo a Rede Cegonha, a Rede Resposta, todos os programas”, afirmou Adriana. Ela representou o secretário de Saúde Sávio Souza Cruz na audiência pública.

Presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (Cosems-MG), Eduardo Luiz da Silva, lembrou que uma das consequências das falhas de gestão do governo com a saúde é a sobrecarga dos municípios que lutam para manter programas. “Os municípios ficam sobrecarregados por terem que arcar com a falta de financiamento. O estado não consegue executar recursos e a população não pode ficar sem os serviços”, disse. Neste cenário, aumenta também a judicialização da Saúde, na luta do cidadão para fazer valer a garantia constitucional de acesso universal e igualitário à saúde pública.

A reunião teve por objetivo a apresentação do relatório sobre as normas de fiscalização, avaliação e controle das despesas com saúde no Estado. Para o presidente da Comissão, deputado Carlos Pimenta (PDT), ficou evidente que o estado vive atualmente sob risco de fechamento de instituições da saúde e do encerramento de programas essenciais. “A Comissão de Saúde quer ir ao governador e deixar claro que é extremamente necessário que o governo faça a destinação de recursos para a saúde. E o nosso foco é garantir a aplicação do mínimo constitucional de 12% das receitas. Investir de verdade e não repetir o acúmulo de 50% do investido na contabilização como restos a pagar”, disse o deputado.

Carlos Pimenta informou que a comissão recebe diariamente reclamações de vários municípios e hospitais mineiros, relatando a falta de recursos e de insumos. Ele lembrou ainda as obras inacabadas na área da saúde em várias cidades.

Confira no vídeo abaixo a fala da subsecretária:

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