Rodovias no Sul de Minas estão abandonadas

Sem manutenção do governo Pimentel, mineiros voltam a sofrer com verdadeiras crateras nas estradas estaduais

O deputado Antonio Carlos Arantes (PSDB) denunciou nesta terça-feira (5/5), na Comissão de Assuntos Municipais e Regionalização, o abandono das rodovias estaduais de Minas, especialmente as que cortam o Sul e Sudoeste de Minas. No último fim de semana, o parlamentar participou de um encontro de produtores rurais em Itajubá e ficou estarrecido com a falta de manutenção das estradas federais e estaduais.

Arantes ressaltou que o governador Fernando Pimentel recebeu o Estado com estradas em boas condições e que o retrocesso é perceptível. “Os mineiros passaram por momentos difíceis no passado, com estradas esburacadas que espantaram os turistas e o desenvolvimento do Sul de Minas. Depois vieram os governos Aécio Neves e Antonio Anastasia e mais de 5 mil quilômetros de rodovias foram pavimentadas, mais de 200 cidades mineiras foram beneficiadas. E o que começamos a ver novamente? Os buracos voltaram, estão virando cratera. Falta manutenção”, afirmou, referindo-se ao programas de pavimentação e manutenção.

De 2003 a 2014, por meio do Proacesso, foram pavimentados 5.273 quilômetros de rodoviais, com investimentos da ordem de R$ 4 bilhões. O objetivo do programa foi garantir pelo menos um acesso asfaltado aos 225 municípios que não contavam com esse benefício quando o programa foi lançado.

Diante da atual omissão dos governos federal e estadual, a tendência é que a situação nas estradas fique pior. “Minas está esburaca e vai ficar pior porque o orçamento do Estado e do governo federal – por meio do DER e do Dnit – não prevê dinheiro nem para tapar buraco”, afirmou. Arantes fez questão de ressaltar a competência do diretor do Dnit, Fabiano Martins, que fica engessado por falta de recursos.

Ele citou ainda a rodovia MG-050 no trecho Pimenta/Guapé, com obras paralisadas. E fez um apelo ao governador Pimentel. “Se não quer construir rodovias, é preciso, no mínimo, conservar as que estão pavimentadas, as que foram pavimentadas pelas gestões anteriores, e terminar as obras que estão paradas”, afirmou.

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