Secretários do governo Fernando Pimentel têm remuneração acima do teto

Crédito: Wesley Rodrigues/Hoje em Dia
Integrantes do 1º escalão turbinam vencimentos com cargos em conselhos de estatais

Enquanto servidores públicos ficaram sem aumento algum, o governo do Fernando Pimentel anunciou que o salário do primeiro escalão (secretário, secretário-adjunto e subsecretário) deveriam ser reajustados em pelo menos 40%. Essa medida fazia com que o salário do governador e do vice governador também fossem aumentados na mesma proporção.

Apesar de o salário de secretário de estado em Minas Gerais ser “tabelado” em R$ 10 mil, o centro de poder do secretariado do governo Fernando Pimentel (PT) apresenta as maiores remunerações dentre os comandantes das pastas.

O secretário de estado de Planejamento e Gestão, Helvécio Miranda Magalhães Júnior, braço direito de Pimentel desde a época em que foi prefeito da capital mineira, apresenta a maior remuneração.

Ele faz jus aos R$ 10 mil, e ainda recebe outros R$ 25.229,92 em jetons, referentes aos três conselhos de empresas estatais que participa: BDMG (R$ 13,8 mil), Cemig (R$ 9,6 mil) e Prodemge (R$ 1,8 mil). Com os descontos, a remuneração líquida em maio foi de R$33.007,16. Dentre os secretários, ele é o que mais aproxima do teto do funcionalismo público, que é de R$ 33.763.

Variações

Desde o início deste ano, as remunerações de Helvécio variaram significativamente. O mês em que menos recebeu foi março, com R$ 7,6 mil líquidos e nenhum jetom. No entanto, em abril a remuneração líquida chegou a R$ 56.457,50.

O valor é acima do teto do funcionalismo público. De acordo com a assessoria do secretário, o recebimento do valor não é irregular porque Helvécio, que é concursado da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig), recebeu R$ 30.649,68 relativos a quinquênios atrasados.

Em segundo lugar aparece o secretário de Estado de Fazenda, José Afonso Bicalho Beltrão da Silva, réu no processo do “mensalão mineiro”, que recebeu R$30.303,80 líquidos no último mês de maio. Ele recebe o vencimento básico dos secretários mais a participação em três conselhos: da Cemig, Codemig e MGI, que somaram R$ 22.556,37.

A remuneração final deles é, em média, duas vezes os valores recebidos pelos secretários que fazem parte de conselhos mais “simples” ou não recebem nenhum jetom.

Dentre os secretários que compõem os conselhos, o que tem o salário mais modesto é Nilmário Miranda, titular da pasta de Direitos Humanos. Com os pouco mais de R$ 2 mil que recebe de jetons da MGI, ele soma R$ 9.959,57 de remuneração mensal.

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