Sem manutenção do governo PT, percentual de viaturas paradas chega a 40%

Crédito: Uarlei Válerio/O Tempo
Terceirização.Corporação planeja lançar edital para locação e manutenção de parte das viaturas; último contrato venceu em janeiro de 2014

O governo do PT em Minas mais uma vez peca pela falta de estrutura. Sem recursos para fazer consertos nos veículos ou uma empresa que cuide do serviço há um ano e meio, o número de viaturas da Polícia Militar encostadas no Estado por falta de manutenção cresce a cada dia e já chega a 40% da frota. O jornal O TEMPO mostrou no mês de março que o percentual girava em torno de 30%, segundo a Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais (Aspra). Nesta segunda, procurada novamente, a associação informou que o dado já subiu 10 pontos percentuais. A terceirização da frota, prometida pelo comando da PM no fim de março como forma de minimizar o problema, ainda não tem data para sair do papel.

Desde que o contrato de manutenção foi encerrado, em janeiro de 2014, o Estado repassa a cada batalhão entre R$ 1.000 e R$ 1.500 por mês para reparos nos veículos. Segundo o presidente da Aspra, sargento Marco Antônio Bahia, o montante é insuficiente e acaba prejudicando o policiamento. “Os bandidos ficam mais à vontade para cometer crimes, enquanto policiais precisam fazer patrulhamento a pé”, relata o presidente.

Entre os afetados está o patrulhamento do Tático Móvel, unidades mais especializadas dentro dos batalhões, responsáveis por crimes de maior potencial ofensivo, como tráfico de drogas e homicídios. Conforme Bahia, os batalhões da capital estão usando no máximo dois táticos móveis por turno nos últimos meses. “Antes, os batalhões tinham condição de colocar para rodar entre oito e dez táticos por turno. São policiais com treinamento especial. Sem eles, o trabalho é prejudicado”.

Presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa, o deputado Sargento Rodrigues (PDT) do bloco Verdade e Coerência confirma o problema. “Recebi denúncias de policiais do 22º batalhão, do 16º e do 34º. Já cansei de falar sobre isso. No 34º, 40% das viaturas estão paradas. O prejuízo é gigantesco para a comunidade”, afirma o deputado.

Há casos de regiões em que moradores e associações de bairros acabam tendo que se unir para arcar com os gastos em oficina, mas também com equipamentos para os veículos. Um morador contou que sua associação já cobriu gastos com pneus de veículos e consertos em motos sem farol, sem embreagem e até sem freio – os reparos foram realizados com dinheiro da comunidade.

Saiba mais – Jornal O Tempo

Fonte: Jornal O Tempo

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