Sem previsão de receber outubro e 13º, servidores prometem paralisação

Movimento está previsto para a manhã da próxima sexta-feira (9); governo marcou reunião para esta quinta-feira

LÉO SIMONINI

Ainda sem previsão para o pagamento do mês de outubro, tampouco para a quitação do 13º salário, os servidores estaduais prometem cruzar os braços e parar de trabalhar na próxima sexta-feira, dia 9. De acordo com um comunicado que tem circulado pelas redes sociais, às 9h, “no térreo dos edifícios Minas e Gerais! Não trabalharemos sem escala de pagamento e previsão do décimo terceiro”, diz a publicação. Após convocação de paralisação, governo marcou reunião para manhã desta quinta-feira.

O movimento, no entanto, não é liderado por nenhum sindicato. O Sind-Ute-MG afirma não ter conhecimento e nega participação. O sindicato, inclusive, divulgou uma nota nesta quarta-feira (7), informando que havia cobrado uma reunião para tratar destas e de outras questões, até então, sem retorno.

“Nesta terça-feira, dia 6, a direção do Sind-UTE/MG, mais uma vez, cobrou o agendamento de reunião com o Governo do Estado. Além de questões pendentes como a incorporação do abono que, por lei, deveria ter sido feita em agosto deste ano, nomeações de concurso público, problemas na reposição dos/as servidores/as das Superintendências Regionais de Ensino (SREs) e do Órgão Central, resolução do quadro de escola e designação, o Sindicato cobrou a data do pagamento do mês de outubro. Até o momento, a escala não foi divulgada. De acordo com a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) a escala será divulgada até sexta-feira, dia 9. Sobre as demais questões, o governo ainda não respondeu”, diz trecho da nota.

Já o SindPúblicos-MG, conforme o diretor Geraldo Henrique, também afirmou não saber quem é o responsável pela possível paralisação de sexta.

“Como você pode ver, não tem assinatura de nenhum responsável por esse movimento. Eu já contactei os demais sindicatos e nenhum está convocando esse movimento. Portanto, é uma situação que eu não sei dizer de quem será a responsabilidade”, explicou.

Um servidor, que fará parte do movimento, mas que preferiu não se identificar, explicou como surgiu a ideia da manifestação.

“Tendo em vista o silêncio quanto a nossa escala de pagamento, o grupo de servidores do Ima, Educação, Ipsemg, Saúde, dentre outros, que organizaram os movimentos internos para pressionar quanto ao nosso pagamento, está se organizando para nova paralisação na sexta-feira (9)”, resumiu.

Com relação aos pagamentos, na manhã desta quarta a Seplag havia informado que ainda não tinha previsão, mas durante a tarde sua assessoria enviou um comunicado informando que será realizada uma reunião com representantes dos sindicatos nesta quinta, às 11h30, no BDMG, na Rua da Bahia, 1600, 2º andar, na sala Henriqueta Lisboa.

“Convocamos os Membros Titulares da Comissão de Acompanhamento da Folha de Pessoal, criada pelo Decreto 47.745/2018 (anexado), para a 6ª reunião”, diz trecho da nota.

Cenário diferente antes da eleição

Diferentemente da situação deste mês, em outubro, antes da realização do primeiro turno das eleições que acabaram por eleger Romeu Zema como governador, a escala de pagamentos foi divulgada no segundo dia útil do mês e cumprida pelo governo sem atrasos. Na ocasião, a folha líquida alcançou R$ 2,1 bilhões.

Os servidores estaduais vêm sofrendo com a situação desde fevereiro de 2016, com pagamentos feitos de forma escalonada e com direito a atrasos. Já o 13º de 2017 foi pago em quatro parcelas, entre janeiro e abril deste ano.

Fonte: O Tempo

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