Servidores procuram a oposição para denunciar caos no Ipsemg

Crédito: Foto Divulgação

Representantes da Coordenação Intersindical, que reúne membros de sindicatos dos servidores de Minas, pediram socorro para a oposição na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Recebidos, nesta quarta-feira (7/2), pelo líder da oposição Gustavo Corrêa e pelo líder da Minoria, Gustavo Valadares, eles pedem apoio para mostrar a situação caótica do Ipsemg e cobrar uma solução do governo de Fernando Pimentel. O deputado João Leite participou do início do encontro.

Estiverem presentes representantes do Sindpúblicos (Geraldo Henrique), da Associação dos Servidores do Instituto Mineiro de Agropecuária (Antônio Ruback), do Sindasp (Luiz Carlos dos Reis), do Sindicato Nacional de Servidores Públicos – UNSP (Dina Elisa Corrêa dos Santos e Joelísia Feitosa), do Sindicato dos Servidores do Ipsemg (Antonieta, mais conhecida como Tieta), do Sisipsemg (Maria Abadia de Souza).

O governo de Fernando Pimentel destruiu o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg) e provocou um caos no atendimento à saúde do funcionalismo público do Executivo.

Atualmente, 7 mil pessoas (servidores e dependentes beneficiados) estão em uma fila, que não anda, aguardando por uma cirurgia eletiva no Hospital do Ipsemg (Hospital Governador Israel Pinheiro), em Belo Horizonte, e hospitais credenciados. De acordo com os representantes, só está conseguindo se submeter à uma cirurgia quem consegue um mandado de segurança na Justiça.

Faltam insumos básicos (álcool, sabonete etc), os profissionais (médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem etc) e pacientes convivem com um ambiente insalubre.

Não há diálogo e não houve nenhum avanço para atender as reivindicações da categoria, por melhores salários e melhores condições de trabalho.

Sem falar nos salários atrasados e pagos de forma parcelada desde 2016, com datas estão cada vez mais distantes do quinto dia útil. O parcelamento estava sendo feito em três vezes (e o governo atrasa mesmo as datas divulgadas). O pagamento em fevereiro/2018 (folha de janeiro) será feito em quatro parcelas (9, 16, 23 e 28 de fevereiro). A maioria dos servidores passou o Natal sem o 13º salário e agora vai passar o Carnaval sem dinheiro.

Hospitais credenciados ao Ipsemg estão paralisando o atendimento aos servidores por falta de pagamento do governo de Minas (o calote já tem cerca de três meses). Segundo o Sindpúblicos, em Belo Horizonte o hospitais Luxemburgo e Vera Cruz já paralisaram o atendimento. O mesmo está acontecendo em unidades hospitalares do interior – a exemplo de Lavras e Varginha, segundo o SindPúblicos.

Clínicas e laboratórios também estão sem receber os repasses do governo há mais de quatro meses e suspendendo o atendimento. O próprio Ipsemg já admitiu para a imprensa o atraso nos repasses de recursos para os hospitais por “problemas no fluxo financeiro”.

Cartão Medicamento, que concede descontos para o funcionalismo na compra de remédios em farmácias credenciadas, está suspenso desde o final de 2017. Não há previsão para retorno. A Rede Aceito, empresa responsável por gerir o cartão, já falou que só retomará o serviço depois que o governo quitar o débito de cerca de R$ 10 milhões. Pelo contrato, o dinheiro deve ser repassado pelo Ipsemg para a empresa em até 70 dias. Segundo o diretor da Rede Aceito, Rogério Mendes (dado divulgado pela empresa), esse prazo começou a ser extrapolado no início de 2017.

Número de inativos já supera o de ativos no Ipsemg. Dados de dezembro de 2017, publicados no jornal Minas Gerais (20/01/2018), revelam que o Ipsemg possui 3.306 inativos e 2.665 ativos. Ou seja, o governo não está fazendo a recomposição de pessoal por meio de concurso. No governo Pimentel não foi realizado nenhum concurso para contratar profissionais para o Ipsemg. Na contramão, ao invés de realizar concursos e convocar os aprovados no último concurso feito pelo governo anterior (para diversas especialidades como enfermeiros, técnicos de enfermagem etc), Pimentel está trocando servidores efetivos por contratados e profissionais credenciados, com salários maiores do que os dos efetivos.

No meio deste caos, o governo só não deixa de descontar os valores da contribuição dos servidores (3,2% do salário) e a co-participação. No entanto, esses recursos descontados das folhas dos servidores não está chegando para o Ipsemg. Vai para o caixa único, um verdadeiro buraco sem fundo que ninguém vê o recurso. Os sindicalistas não sabem sequer se o governo está pagando a contribuição patronal que lhe cabe (1,6% do salário do servidor beneficiado).

Assessoria de Comunicação
Bloco Verdade e Coerência – ALMG

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