Servidores reclamam da falta de bebedouros nos prédios da Cidade Administrativa

Servidores do Estado que trabalham na Cidade Administrativa, na região Norte de Belo Horizonte, além de receberem os salários com atraso, estão tendo problemas com a água para consumo. Informações repassadas por funcionários dos prédios Minas e Gerais indicam que andares inteiros, onde trabalham centenas de pessoas, dispõem de apenas um bebedouro, cujos filtros estariam vencidos desde junho. Revoltado com a situação, um grupo de trabalhadores usou uma página no Facebook para denunciar os problemas e a precariedade do acesso à água potável, principalmente após a temperatura subir na capital.

“Pessoal, no décimo andar do Gerais (prédio) os filtros de água estão desligados, apenas um em funcionamento e com água quente. É só aqui?”, questionou uma servidora. Logo após a postagem, do dia 17, inúmeros comentários de outros funcionários confirmaram que a falta de água atingia outros andares. “Aqui no terceiro andar do Minas só um funcionando, com o filtro vencido e água quente”, postou outra funcionária.

Também foram publicadas fotografias dos filtros desligados e relatos do que alguns servidores estão fazendo para contornar a situação. “O sexto andar do Gerais já não tem água… estamos comprando a R$ 10 o fardo com seis garrafas de 1,5 litro cada”, diz um comentário. “(A solução) é fazer uma caminhada até o Palácio Tiradentes com as garrafas vazias”, respondeu outro servidor. Em meio a comentários negativos, a página exibe ainda memes – postagens humorísticas que viralizam na internet – para criticar a situação.

Antes, cada andar dos prédios Minas e Gerais, ocupados pela maioria dos 17 mil servidores, disponibilizava entre seis e oito purificadores de água. “Se a situação não for resolvida, devemos fazer algo, tipo manifestação ou mesmo greve porque não dá para ficar comprando água mineral todos os dias. Eu estou grávida e não posso me expor ao risco de desenvolver alguma infecção gastrointestinal ou de urina, como tenho visto tantos casos na secretaria que trabalho!”, desabafou uma servidora. Ao Aparte, um funcionário disse que o café também tem faltado com frequência e que foram retiradas de todos os andares as máquinas que vendiam doces, salgadinhos e refrigerantes.

A Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), responsável pela Intendência da Cidade Administrativa, informou que foi realizado um contrato com entrega parcelada de refis de purificadores no primeiro semestre, mas o fornecedor não conseguiu honrar a entrega. Segundo a nota, já está em andamento outro processo de aquisição, e os purificadores serão reinstalados. “A retirada deles foi uma orientação da Vigilância Sanitária. Apenas os purificadores com refis válidos estão sendo disponibilizados e distribuídos por todos os andares, de forma que nenhum setor está desabastecido. Sobre as máquinas de lanche, informamos que o fornecedor também não honrou com as cláusulas do contrato, mantendo as máquinas desabastecidas. O Estado encerrou o contrato unilateralmente e instaurou processo administrativo contra o fornecedor. Em relação ao café, não há qualquer anormalidade”, completa a nota. (Angélica Diniz)

Fonte: Aparte/O Tempo

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