Substituição de companhias da PM por bases móveis é retrocesso

Deputados da oposição criticaram proposta do governador. Medida coloca em risco a segurança no Estado

Deputados do bloco Verdade e Coerência foram à tribuna do plenário da Assembleia Legislativa de Minas, nesta terça-feira (27/06), para criticar a proposta do governador Fernando Pimentel de fechar as companhias que compõem os batalhões da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). O deputado Sargento Rodrigues (PDT) afirmou que a medida significa um retrocesso na área de segurança pública.

“Vão recolher 11 companhias da Polícia Militar para dentro dos quartéis. O que o atual comando e o governo estão fazendo é um ato de covardia para com os bairros e com a população. Vão trocar uma companhia de 100 homens por uma base móvel com quatro policiais, sendo dois no interior da base e dois circulando. Isso deixará esses policias em situação de vulnerabilidade no combate ao crime. Estão fazendo uma lambança”, criticou

Para o deputado João Vitor Xavier (PSDB), as bases móveis devem ser somadas ao trabalho desenvolvido nas companhias de polícia ao invés de substituí-las. “Quando foi feita uma grande propaganda informando que Belo Horizonte ganharia essas bases móveis de segurança pública, achei uma ótima ideia. Ninguém é contra isso. O que não dá para aceitar é fechar uma companhia de 100 policiais para instalar uma base móvel com quatro policiais. É descobrir um santo para vestir o outro”.

De acordo com a proposta do governo, as unidades serão substituídas por bases de segurança, semelhantes às vans usadas como bases móveis. A mudança está gerando polêmica e preocupação. Além da redução no número de agentes da polícia, as bases móveis ficarão fechadas todos os dias entre 2h e 6h, diferentemente das companhias, que funcionam 24 horas.

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