Trabalhadores da rede estadual de educação fazem manifestação em BH

Segundo sindicato, professores e servidores da saúde protestam e fazem paralisação contra parcelamento e atraso de salários.

Por G1 MG, Belo Horizonte

Trabalhadores da rede estadual de educação fizeram nesta quarta-feira (16) uma manifestação em Belo Horizonte. De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE-MG), os professores fazem uma paralisação e protestam contra parcelamento e atraso de salários. O ato também reuniu servidores estaduais da saúde.

Por volta de 10h30, os manifestantes estavam na Praça da Liberdade, ocupando uma faixa da Alameda da Educação, no sentido Praça Raul Soares, segundo a Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans). No início da tarde, os trabalhadores estavam na Praça Sete, no Centro da capital.

A greve dos trabalhadores da rede estadual de educação, iniciada no dia 8 de março, foi suspensa temporariamente no fim de abril. Na ocasião, o Sind-UTE-MG informou que a categoria iria avaliar outras formas de continuar pressionando o governo. O sindicato explicou ainda que por causa do período eleitoral, o governo não poderia enviar projeto de lei para Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e, com isso, o PL para pagamento do piso não poderia ser apreciado.

Ainda segundo o Sind-UTE-MG, a paralisação é uma resposta da categoria diante do atraso do pagamento anunciado pelo governador Fernando Pimentel. Nesta terça-feira (15), o governo de Minas Gerais anunciou uma nova data para o pagamento do funcionalismo público estadual para o mês de maio.

Segundo o Executivo estadual, quem ganha até R$ 3 mil vai receber o salário referente a abril em parcela única na próxima sexta-feira (18). Inicialmente o salário seria pago nesta quarta-feira (16), mas foi adiada por causa dos servidores que estariam sob suspeita de acumular cargos ilegalmente, segundo informou a assessoria do estado.

Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais informou nesta quarta que a decisão de parcelar os salários dos servidores está ligada à atual crise econômica que levou o governo a decretar estado de calamidade financeira.

Ainda segundo a secretaria, as datas estabelecidas no parcelamento estão diretamente relacionadas à possibilidade real de desembolso do Tesouro Estadual, considerando-se a entrada de recursos, sempre priorizando o compromisso de pagamento da folha.

Fonte: Portal G1

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