Transporte escolar para em Montes Claros em protesto contra governo

O motivo da paralisação está relacionada ao atraso no pagamento da prestação do serviço pelo Governo do Estado

Luiz Ribeiro

Donos dos veículos que transportam alunos das escolas estaduais no município de Montes Claros decidiram interromper o serviço e fizeram uma carreata na cidade, na manhã desta quinta-feira, em protesto contra o atraso no pagamento da prestação do serviço pelo Governo do Estado. Eles alegam que estão sem receber há quatro meses .

Um dos transportadores e líder do movimento, Josivan Ferreira Alves disse que com a interrupção do serviço são atingidos em torno de 2.500 alunos da zona rural matriculados nas escolas da rede estadual em Montes Claros. Ele afirmou que são 60 prestadores, donos de 110 veículos que rodam cerca de 4 mil quilômetros na zona rural do município. O montante que eles têm a receber do Governo Estadual já soma R$ 8 milhões, calcula.

“Somos contratados diretamente pelo Governo do Estado. Não temos nada a ver com prefeitura”, disse Josivan. Ele informou que, sem receber os pagamentos há quatro meses, os donos dos veículos do transporte escolar enfrentam uma situação insustentável. “Não temos recursos para comprar combustíveis e pneus e fomos obrigados a parar de pagar os impostos ao próprio Governo do Estado”, declarou o autônomo.

Josivan afirma que, antes de realizar a paralisação, os donos dos ônibus escolares procuraram a Superintendência Regional de Ensino de Montes Claros. “Tentamos conversar, mas não houve nenhuma solução. O jeito foi parar mesmo”, alegou o líder do protesto. Durante a carreata, foram exibidas faixas e cartazes contra o Governo do Estado por causa da falta de pagamento do serviço do transporte escolar.

O superintendente regional de Ensino de Montes Claros, Jairo Roberto Torres, confirmou que realmente o pagamento aos prestadores do transporte dos alunos das escolas estaduais no município está quatro meses em atraso, devido “à falta de fluxo de caixa”.. Ele disse repassou o caso para a Secretaria de Estado de Educação. “Agora, estamos na dependência da disponibilidade de recursos por parte da Secretaria de Estado da Fazenda”, alegou Roberto Torres.

Fonte: Estado de Minas

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