Uma oposição vigilante contra o desgoverno do PT

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Foto: Pollyanna Maliniak/ALMG

Desde que se formou oficialmente na Assembleia Legislativa de Minas, o Bloco Verdade e Coerência tem atuado na proposição de projeto de leis e discussão de matérias de interesse dos mineiros, sem perder de vista seu papel fiscalizador. Em entrevista ao portal “Minas de Verdade”, o deputado Gustavo Corrêa (DEM), líder do Bloco, explica que o se vê hoje na ALMG é uma oposição responsável e vigilante, principalmente diante dos atos e promessas do Executivo.

“O Governo do PT deixou a administração do Estado e os interesses da população em último plano para se dedicar a nomeações de aliados em cargos públicos e à desconstrução da imagem dos ex- governadores Aécio Neves, Antonio Anastasia e Alberto Pinto Coelho”, afirma Côrrea.

Para o líder do Verdade e Coerência, o governador Fernando Pimentel usou de discursos políticos e demagogos para iludir os mineiros e fazer promessas que, sabidamente, não serão cumpridas, praticando o mesmo estelionato eleitoral aplicado pela Presidente Dilma Rousseff nos brasileiros. E é neste sentido que ele afirma estar à frente de uma oposição que tem a missão e o dever de cobrar essas promessas feitas pelo PT.

Qual a importância, para o estado, da formação de um bloco sólido de Oposição, o Bloco Verdade e Coerência?

Os mineiros que estão acompanhando de perto os seis primeiros meses do governador Pimentel já devem ter percebido que, infelizmente, teve início em nosso Estado um governo com o mesmo perfil do governo da Presidente Dilma e dos recentes governos do PT no Distrito Federal e no Rio Grande do Sul, ou seja, um governo desastroso, incompetente e que privilegia os interesses do partido. A oposição representa hoje a resistência da sociedade contra esse aparelhamento do Estado por um partido político e, ao mesmo tempo, se empenha para apresentar e aprovar bons projetos para Minas.

Quais as principais funções da Oposição na ALMG?

Os parlamentares da oposição desempenham suas funções normais na proposição de projetos de leis e na discussão de questões do interesse geral da sociedade e do interesse específico de suas bases, mas, nas atuais circunstâncias, precisam permanecer especialmente atentos à fiscalização dos atos do Executivo, pois já está evidente que o Governo do PT pode ser extremamente danoso para Minas Gerais.

Estamos em junho e o governo petista insiste em tentar desconstruir resultados de sucesso de gestões anteriores e ainda não apresentou projetos concretos para o estado. Como o Bloco Verdade e Coerência avalia este primeiro semestre do atual governo do estado?

O Governo do PT em Minas Gerais deixou a administração do Estado e os interesses da população em último plano e dedicou os seis primeiros meses de 2015 à política partidária, em duas grandes frentes: nomeando filiados e aliados para cargos públicos e concentrando esforços na tentativa de desconstruir a imagem dos ex-governadores Aécio Neves, Antonio Anastasia e Alberto Pinto Coelho.

Pela primeira vez na história presenciamos um governo do Estado mobilizando esforços administrativos e fazendo campanha publicitária, ou seja, gastando recursos públicos para atacar governos anteriores. Ao mesmo tempo ocupou cargos também públicos sem nenhum critério técnico. Chegou ao ponto de nomear para um alto cargo um condenado por assalto e foi obrigado a recuar, pressionado pela denúncia na imprensa.

Já no campo administrativo e na prestação de serviços públicos que interessam à população não houve nenhum avanço. Obras fundamentais para o desenvolvimento do Estado estão paradas até hoje e projetos vitoriosos foram abandonados. Concretamente, não há nada de novo sendo feito. Até o projeto dos fóruns regionais, lançado com estardalhaço pelo governador, não passa de uma versão politizada do antigo Estado em Rede, do Governo Anastasia.

A justificativa para a inércia de que o governo está “arrumando a casa” e enfrentando dificuldades orçamentárias é uma falta de respeito com o cidadão. Concordando ou discordando dos governos anteriores, os mineiros viram o Estado realizar obras, prestar serviços e cumprir compromissos durante os últimos 12 anos. Dificuldades sempre existiram e foram enfrentadas com trabalho e seriedade. Não há justificativa para o atual desgoverno.

Ao mesmo tempo, uma das primeiras ações de Pimentel foi o envio, à ALMG, de uma reforma administrativa que aumentou o número de secretarias e salários do primeiro escalão, alegando que a mesma não traria impacto financeiro ao estado, argumento que não se sustentou. Como a oposição vem trabalhando com informações inverídicas, como esta, divulgadas pelo governo?

Logo em seus primeiros meses o governo já deu sinais de falta de comando, unidade, coerência e competência. A reforma administrativa que chegou à Assembleia Legislativa era, tecnicamente, uma colcha de retalhos mal costurada e, politicamente, um exemplo de irresponsabilidade.

O Governo adotou publicamente um discurso de que recebeu o Estado com um déficit orçamentário bilionário, mas concebeu uma reforma administrativa cujo único propósito foi criar novas secretarias, subsecretarias e cargos com salários mais elevados. A própria base de apoio ao governo na Assembleia foi submetida a constrangimentos, com as idas e vindas do Executivo no tratamento da reforma, que culminou com o veto do governador à criação de uma das novas secretarias que ele mesmo havia proposto, a Secretaria de Recursos Humanos. A oposição conseguiu evitar o esvaziamento da Ouvidoria do Estado, mas o Governo obteve a aprovação de propostas que já estão custando caro e não estão proporcionando nenhum benefício ao povo mineiro.

Uma das maiores preocupações da população são as promessas feitas em campanha e não cumpridas pelos governantes eleitos. Minas sofre este ano com os aumentos abusivos de mais de 40% na energia, nos primeiros meses de um governador que prometeu redução do custo e do ICMS da mesma. Como a oposição pode ajudar em situações como esta?

O então candidato Pimentel iludiu uma grande parcela da população mineira com um discurso politicamente dissimulado e repleto de inúmeras promessas que ele, obviamente, sabia que não poderiam ser cumpridas. O hoje governador passou os últimos anos no governo da Presidente Dilma e tinha plena consciência das dificuldades da economia brasileira e dos impactos dessas dificuldades sobre a receita de um Estado como Minas Gerais.

Ele, por exemplo, prometeu a redução do ICMS na conta da energia elétrica sabendo que a tarifa da energia subiria em 2015 e que, como governador, não abriria mão desse aumento de arrecadação do ICMS. Como um dos ministros mais próximos da Presidente Dilma ele também sabia que o governo federal cortaria seus investimentos em 2015, mas, mesmo assim, prometeu para os mineiros de Belo Horizonte e de todas as regiões obras que dependem de investimentos bilionários do governo federal. Isto se chama estelionato eleitoral.

O mesmo estelionato eleitoral aplicado pela Presidente Dilma nos brasileiros foi aplicado por Pimentel nos mineiros. A oposição tem a missão e o dever, em nome dos cidadãos, de cobrar essas promessas do Governador.

Desde antes das eleições o governador se vê envolvido em escândalos que figuram nos principais noticiários do país e envolvem também amigos pessoais e familiares de Pimentel. Como os danos à imagem do governador influem no funcionamento do estado?

A campanha do então candidato Pimentel teve três pilares: o discurso dissimulado, escondendo a sua face petista; as promessas inexequíveis e dinheiro à vontade. Foi uma das campanhas mais ricas da história de Minas. Desde o começo a própria Justiça Eleitoral questionou o volume de dinheiro gasto na campanha de Pimentel. Agora a Polícia Federal está apurando possíveis desvios milionários de recursos públicos por um empresário que é amigo do governador e atuou em sua campanha.

Compete à Polícia apurar, ao Ministério Público denunciar e à Justiça julgar, mas é lamentável que em tão pouco tempo os mineiros que votaram em Pimentel já estejam perplexos diante do noticiário. Quanto a Minas, Minas é maior do que o PT e Pimentel.

O que esperar dos novos sites lançados pelo bloco Verdade e Coerência e da atuação da oposição na ALMG?

Os novos sites lançados pelo Bloco Verdade e Coerência – o Minas de Verdade e o Observatório – vão ajudar o cidadão a se informar sobre o governo do Estado, a Assembleia e a realidade de Minas e do Brasil. Temos hoje em Minas um governo que é uma réplica do governo Dilma. A informação é uma defesa do cidadão contra os maus governantes e ajudar a imprensa a manter o cidadão informado é uma das missões da oposição.

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